If it's me and yer granny on bongos, it's The Fall


O post-punk, co­mo to­dos os "post", ce­do se trans­for­mou nu­ma ca­co­fo­nia de bo­as in­ten­ções e de maus re­sul­ta­dos. A de­ri­va do punk foi rá­pi­da a de­sa­pa­re­cer, dan­do lu­gar a uma new-wa­ve neo-ro­mân­ti­ca que, já lon­ge da agres­si­vi­da­de anár­qui­ca do "ke­ep it sim­ple, ma­ke it fast", se de­di­ca­va ago­ra a cor­rer em di­fe­ren­tes di­rec­ções que ra­pi­da­men­te le­va­ri­am a mai­o­ria das ban­das ao air-play fá­cil, à pis­ta de dan­ça, e ao su­ces­so efé­me­ro na mai­o­ria dos ca­sos. Nes­se con­tex­to, os The Fall fo­ram uma du­pla ex­cep­ção: nem re­ne­ga­ram as su­as ori­gens no punk, nem o seu su­ces­so foi efé­me­ro.

"If it's me and yer granny on bon­gos, it's The Fall."

Quem acom­pa­nhou a ban­da sa­be que a gran­de quan­ti­da­de de ál­buns pu­bli­ca­dos ti­ve­ram a co­la­bo­ra­ção de de­ze­nas de mú­si­cos, nu­ma ban­da que na cons­tan­te tro­ca de ele­men­tos via ape­nas em Smith a cons­tan­te que a de­fi­nia. Na ver­da­de, os The Fall eram Mark E. Smith, um ho­mem en­tre Ca­mus e os Sex Pis­tols, que trans­for­ma a sua mú­si­ca nu­ma es­pé­cie de "wor­king class post-punk", trans­por­tan­do-nos pa­ra si­tu­a­ções co­mo a des­cri­ta na mú­si­ca aci­ma, tão ao es­ti­lo de Ken Lo­a­ch, que po­de­ria ter-lhe da­do uso em, por exem­plo, "I, Da­ni­el Bla­ke".

Mark E. Smith mor­reu, e com ele per­de­mos os The Fall. Fi­ca a obra, a re­vi­si­tar fre­quen­te­men­te.