Baldessari

17.Mai.2012


I will not make any boring art

Dots

“A Brief Story of John Bal­des­sari” é um docu­men­tá­rio que con­densa a vida do artista em menos de seis minu­tos, numa suces­são de recor­tes com a voz de fundo empres­tada por Tom Waits, uma exi­gên­cia de Bal­des­sari para a fei­tura do tra­ba­lho. «Tom Waits pro­nun­cia as pala­vras da mesma maneira que os cães esca­vam a terra, e ouvi-lo ler o script é sim­ples­mente uma feli­ci­dade», diz Russ Fis­cher. E eu dou-lhe razão. «I will not make any boring art» foi John Bal­des­sari quem o disse. E teve razão.

Petas

17.Mai.2012


Ses­senta por cento dos adul­tos não con­se­guem ter uma con­versa de dez minu­tos sem men­ti­rem pelo menos uma vez. Qual é a novidade?

Todos mentimos

Dizem os estu­di­o­sos que as pis­tas não-verbais são reve­la­do­ras, uma vez que os men­ti­ro­sos não ensaiam os ges­tos, mas ape­nas as pala­vras.
Imo­bi­li­zam a parte supe­rior do corpo, olham para baixo regu­lar­mente, bai­xam o tom de voz, abran­dam o ritmo res­pi­ra­tó­rio e pis­cam pouco os olhos, e exi­bem alí­vio quando a entre­vista acaba. Mui­tas vezes os entre­vis­ta­do­res aca­bam a con­versa pre­ma­tu­ra­mente ape­nas para obser­va­rem esses sin­to­mas — essa mudança de pos­tura e rela­xa­mento.
Tome aten­ção à ciên­cia e não aos mitos: é comum pen­sar­mos que um men­ti­roso não nos olha nos olhos, mas a ver­dade é que uma pes­soa honesta ape­nas nos enfrenta o olhar durante cerca de 60 por cento do tempo.

Mas, por outro lado, de acordo com um estudo da Uni­ver­si­dade do Mas­sa­chus­sets levado a cabo em 2002, 60 por cento dos adul­tos não con­se­guem ter uma con­versa de dez minu­tos sem men­ti­rem pelo menos uma vez. Mas mesmo esse número faz as coi­sas pare­ce­rem melhor do que são na rea­li­dade: os obser­va­dos nesse estudo na rea­li­dade men­ti­ram uma média de três vezes durante a sua breve con­versa.
Por esta altura deve estar a encos­tar o seu corpo ao espal­dar da cadeira, insis­tindo que faz parte dos 40 por cento que não mente. Isso é o que os men­ti­ro­sos do estudo tam­bém pen­sa­vam. No entanto, ao obser­va­rem as gra­va­ções das con­ver­sas, fica­ram cho­ca­dos com a quan­ti­dade de petas que disseram.

Andrew Sullivan

Communicare

16.Mai.2012


Como espe­ra­mos cada vez mais da tec­no­lo­gia, espe­ra­mos menos uns dos outros?

Sherry Turkle: Ligados mas sós?
The fee­ling that ‘no one is lis­te­ning to me’ make us want to spend time with machi­nes that seem to care about us.

Como espe­ra­mos cada vez mais da tec­no­lo­gia, espe­ra­mos menos uns dos outros? Sherry Tur­kle estuda como os nos­sos dis­po­si­ti­vos e per­so­na­li­da­des vir­tu­ais estão a rede­fi­nir a liga­ção e comu­ni­ca­ção humana — e pede-nos para refle­tir­mos sobre que tipo de liga­ções novas é que que­re­mos. Cli­que na ima­gem para ace­der ao vídeo da con­fe­rên­cia TED.

Despoletar

8.Mai.2012


Sem­pre se usou o verbo des­po­le­tar, e muito mais nos tem­pos que cor­rem. Por tudo e por nada se “des­po­leta” algo: uma acção, uma reac­ção. Mas o que é certo é que, ao “des­po­le­tar­mos” uma acção ou reac­ção, o que esta­mos a fazer é impe­dir essa acção ou reacção.

Espoleta MUV

A ver­dade é que “des­po­le­tar” é o antó­nimo de “espo­le­tar”, sendo este último o verbo que, na mai­o­ria das vezes deve­ria ter sido con­ju­gado. Diga­mos que, por exem­plo, um “peri­goso grupo anar­quista” espo­le­tou uma acção de rua, que o Corpo de Inter­ven­ção se apres­sou a des­po­le­tar. É mais ou menos assim.



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