Quando estás pronto a golpear, ele sussurra a não-violência. Quando lhe beliscas a orelha, ele diz que isso não lhe cura a diarreia. Tu dizes que és um filho da puta, ele responde ser invencível. Que se foda o perdão, maldita seja a tolerância, ao inferno as boas maneiras, a escória é invencível. Oh imbecil, oh tão imbecil! Lalalalalala… Na linha da frente como um imbecil, num país que te vende como a uma prostituta. Os campos estão cheios de imbecis, os imbecis estão por toda a parte. Que se foda o perdão, maldita seja a tolerância, ao inferno as boas maneiras, a escória é invencível. Tu dizes que és um filho da puta, ele responde ser invencível. Os campos estão cheios de imbecis, os imbecis estão por toda a parte.
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There are these two young fish swimming along, and they happen to meet an older fish swimming the other way, who nods at them and says, "Morning, boys, how's the water?" And the two young fish swim on for a bit, and then eventually one of them looks over at the other and goes, "What the hell is water?"
O Fantástico, enquanto produção cinematográfica, é um dos maiores desafios no que à produção de imagem concerne. Seres mitológicos, naves espaciais, animais gigantes ou cidades em colapso são, ainda hoje, sinonimo de muitas horas de trabalho. A componente visual é neste género da maior importância, como é fácil de entender. Vemos filmes como a Guerra das Estrelas ou O Senhor dos Anéis e, sabendo pelos "making of", aferimos essas dificuldades vendo os técnicos que laboram em computadores dando vida às personagens mais impossíveis, não sendo mesmo rara a invenção de uma tecnologia que permita um ainda maior realismo à cena.
Mas nem sempre as coisas foram assim. Tempos houve em que as cenas de tais seres eram filmadas com recurso a bonecos que iam sendo fotografados e, fotograma a fotograma, iam compondo os movimentos e a trama. Ainda hoje essa técnica de stop motion é usada, e existem casos de grande sucesso a demonstrar a sua beleza. Vejam-se, por exemplo, "O Estranho Mundo de Jack" ou "A Noiva Cadáver" de Tim Burton. Mas a stop motion vem de há muito tempo, e um dos seus pioneiros e mestres foi Ray Harryhausen. Dinossauros e Gojiras, esqueletos lutadores e naves espaciais, minotauros e ciclopes, de tudo um pouco foi feito por Harryhausen para nosso deleite.
O meu filho é um ávido consumidor de hip-hop, talvez um pouco por minha culpa, já que fui eu quem lhe apresentou os primeiros sons do género. Já eu, há muito que deixei de escutar as batidas, sempre as mesmas, e as palavras, sempre recicladas. Para mim, o hip-hop transformou-se numa espécie de evangelização sabe-se lá do quê. A minha verdade é maior do que a tua, e o meu bairro é que é. Fica rico ou morre a tentá-lo, e coisas assim. Nunca dei para esse peditório, mas o som agradou-me, em tempos. Agora, já quase não o suporto, especialmente quando cantado em português. Mas lá surgem coisas que, de vez em quando, me entusiasmam o suficiente para ir à procura de mais. É o caso dos Death Grips, banda californiana de Sacramento, que aposta numa fusão de noise, punk e outros, embebida em beats e loops tratados a fumo. Apresento-vos Guillotine, a mais aclamada de Exmilitary, o trabalho que em 2011 trouxe os Death Grips para a ribalta.
É Mac DeMarco, o songwriter/palhaço mais glam do universo. E estaria quase tudo dito. Este jovem canadiano conseguiu criar e consolidar uma identidade que passa necessariamente pela galhofa. É assim nos vídeos, é assim no palco. Possivelmente é assim em casa. Desta vez fica Ode to Viceroy. Por todos nós, não esquecendo os que pereceram no campo de batalha. Porque um cigarro não se nega a ninguém.