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a vida na óptica do utilizador

A in­cur­são de Ai Weiwei pelo me­tal: Dum­bass, com le­tra e voz do pró­prio e mú­sica de Zu­o­xiao Zuzhou, num ví­deo de Ch­ris­topher Doyle, num avanço para o álbum The Di­vine Co­medy, a ser lan­çado em Ju­nho. E a tra­du­ção pos­sí­vel, a par­tir do inglês:

Ai Weiwei @ semiose.netQuando es­tás pronto a gol­pear, ele sus­surra a não-​violência. Quando lhe be­lis­cas a ore­lha, ele diz que isso não lhe cura a di­ar­reia. Tu di­zes que és um fi­lho da puta, ele res­ponde ser in­ven­cí­vel. Que se foda o per­dão, mal­dita seja a to­le­rân­cia, ao in­ferno as boas ma­nei­ras, a es­có­ria é in­ven­cí­vel.
Oh im­be­cil, oh tão im­be­cil! La­la­la­la­lala…
Na li­nha da frente como um im­be­cil, num país que te vende como a uma pros­ti­tuta. Os cam­pos es­tão cheios de im­be­cis, os im­be­cis es­tão por toda a parte. Que se foda o per­dão, mal­dita seja a to­le­rân­cia, ao in­ferno as boas ma­nei­ras, a es­có­ria é in­ven­cí­vel. Tu di­zes que és um fi­lho da puta, ele res­ponde ser in­ven­cí­vel. Os cam­pos es­tão cheios de im­be­cis, os im­be­cis es­tão por toda a parte.

Dis­po­ní­vel para down­load no web­site do autor.

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http://www.youtube.com/watch?v=xmpYnxlEh0c&feature=player_embedded

There are these two young fish swim­ming along, and they hap­pen to meet an ol­der fish swim­ming the other way, who nods at them and says, "Mor­ning, boys, how's the wa­ter?" And the two young fish swim on for a bit, and then even­tu­ally one of them lo­oks over at the other and goes, "What the hell is water?"

- via Au­rea Mediocritas

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O Fan­tás­tico, en­quanto pro­du­ção ci­ne­ma­to­grá­fica, é um dos mai­o­res de­sa­fios no que à pro­du­ção de ima­gem con­cerne. Se­res mi­to­ló­gi­cos, na­ves es­pa­ci­ais, ani­mais gi­gan­tes ou ci­da­des em co­lapso são, ainda hoje, si­no­nimo de mui­tas ho­ras de tra­ba­lho. A com­po­nente vi­sual é neste gé­nero da maior im­por­tân­cia, como é fá­cil de entender. Vemos fil­mes como a Guerra das Es­tre­las ou O Se­nhor dos Anéis e, sa­bendo pe­los "ma­king of", afe­ri­mos es­sas di­fi­cul­da­des vendo os téc­ni­cos que la­bo­ram em com­pu­ta­do­res dando vida às per­so­na­gens mais im­pos­sí­veis, não sendo mesmo rara a in­ven­ção de uma tec­no­lo­gia que per­mita um ainda maior re­a­lismo à cena.

Ray Harryhausen @ semiose.net

Mas nem sem­pre as coi­sas fo­ram as­sim. Tem­pos houve em que as ce­nas de tais se­res eram fil­ma­das com re­curso a bo­ne­cos que iam sendo fo­to­gra­fa­dos e, fo­to­grama a fo­to­grama, iam com­pondo os mo­vi­men­tos e a trama. Ainda hoje essa téc­nica de stop mo­tion é usada, e exis­tem ca­sos de grande su­cesso a de­mons­trar a sua be­leza. Vejam-​se, por exem­plo, "O Es­tra­nho Mundo de Jack" ou "A Noiva Ca­dá­ver" de Tim Bur­ton. Mas a stop mo­tion vem de há muito tempo, e um dos seus pi­o­nei­ros e mes­tres foi Ray Har­ryhau­sen. Di­nos­sau­ros e Go­ji­ras, es­que­le­tos lu­ta­do­res e na­ves es­pa­ci­ais, mi­no­tau­ros e ci­clo­pes, de tudo um pouco foi feito por Har­ryhau­sen para nosso deleite.

Aos mais no­vos po­derá não di­zer grande coisa. Mas aos que iam ao ci­nema nos anos 70/​80, o ví­deo acima po­derá re­lem­brar ma­ti­nées de re­tina cheia. Ray Har­ruhau­sen par­tiu on­tem, em Lon­dres, com 92 anos de idade.

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Death Grips @ semiose.netO meu fi­lho é um ávido con­su­mi­dor de hip-​hop, tal­vez um pouco por mi­nha culpa, já que fui eu quem lhe apre­sen­tou os pri­mei­ros sons do gé­nero. Já eu, há muito que dei­xei de es­cu­tar as ba­ti­das, sem­pre as mes­mas, e as pa­la­vras, sem­pre re­ci­cla­das. Para mim, o hip-​hop transformou-​se numa es­pé­cie de evan­ge­li­za­ção sabe-​se lá do quê. A mi­nha ver­dade é maior do que a tua, e o meu bairro é que é. Fica rico ou morre a tentá-​lo, e coi­sas as­sim. Nunca dei para esse pe­di­tó­rio, mas o som agradou-​me, em tem­pos. Agora, já quase não o su­porto, es­pe­ci­al­mente quando can­tado em por­tu­guês.
Mas lá sur­gem coi­sas que, de vez em quando, me en­tu­si­as­mam o su­fi­ci­ente para ir à pro­cura de mais. É o caso dos De­ath Grips, banda ca­li­for­ni­ana de Sa­cra­mento, que aposta numa fu­são de noise, punk e ou­tros, em­be­bida em be­ats e lo­ops tra­ta­dos a fumo. Apresento-​vos Guil­lo­tine, a mais acla­mada de Ex­mi­li­tary, o tra­ba­lho que em 2011 trouxe os De­ath Grips para a ribalta.

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Mac DeMarcoÉ Mac De­Marco, o songwriter/​palhaço mais glam do uni­verso. E es­ta­ria quase tudo dito. Este jo­vem ca­na­di­ano con­se­guiu criar e con­so­li­dar uma iden­ti­dade que passa ne­ces­sa­ri­a­mente pela ga­lhofa. É as­sim nos ví­deos, é as­sim no palco. Pos­si­vel­mente é as­sim em casa.
Desta vez fica Ode to Vi­ce­roy. Por to­dos nós, não es­que­cendo os que pe­re­ce­ram no campo de ba­ta­lha. Por­que um ci­garro não se nega a ninguém.

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