Coffee Break: Cirros
Saído da sociedade de consumo dos anos 50 para o futuro, Cirrus é um avanço do álbum The North Borders de Bonobo, publicado pela fabulosa Ninja Tunes.
a vida na óptica do utilizador
Saído da sociedade de consumo dos anos 50 para o futuro, Cirrus é um avanço do álbum The North Borders de Bonobo, publicado pela fabulosa Ninja Tunes.
So ya thought ya might like to go to the show to feel the warm thrill of confusion, that space cadet glow. I've got some bad news for you sunshine -- Pink isn't well he stayed back at the hotel and they sent us along as a surrogate band, and we're going to find out where you fans really stand:
Are there any queers in the theatre tonight? -Get 'em up against the wall.
Now that one in the spotlight, he don't look right to me. -Get him up against the wall.
That one looks Jewish and that one's a coon. Who let all this riff raff into the room?
There's one smoking a joint and another with spots…
If I had my way I'd have all of you shot!
Run, run, run, run
You better make your face up in your favourite disguise, with your button down lips and your roller blind eyes, with your empty smile and your hungry heart feel the bile rising from your guilty past. With your nerves in tatters when the cockleshell shatters and the hammers batter down the door…
You better run
Run, run, run, run
You better run all day and run all night, and keep your dirty feelings deep inside. And if your takin' your girlfriend out tonight you better park the car well out of sight, 'cos if they catch you in the back seat trying to pick her locks they're gonna send you back to mother in a cardboard box…
You better run
O Punk é também um logótipo e fotocópia de fotocópia. Os Black Flag são disso o exemplo máximo. Pela mão de Ray Pettibon, a banda californiana de punk hardcore teve direito a um nome e um logo tornados míticos.
Os flyers que o artista gráfico desenhava são ainda, sob muitos aspectos, chocantes e contribuíram de forma inequívoca para a mística dos Black Flag. Uma vez distribuídos, eram nada menos do que o aviso para o incêndio que se adivinhava na sala de concerto. As capas são icónicas e cada uma delas representa em si uma obra de arte. O logo da bandeira negra representada pelos quatro traços verticais é - segundo se afirma no vídeo - o mais tatuado no mundo.
Em Black Flag: The Art of Punk ficamos a saber que o Punk, quando bem feito, é uma espécie de fanzine com banda sonora. A ver aqui ou no website da Fact Magazine.
Day after day, love turns grey like the skin of a dying man. Night after night, we pretend its all right but I have grown older and you have grown colder and nothing is very much fun any more. And I can feel one of my turns coming on. I feel cold as a razor blade, tight as a tourniquet, dry as a funeral drum.

Run to the bedroom, in the suitcase on the left you'll find my favorite axe. Don't look so frightened this is just a passing phase, one of my bad days. Would you like to watch T.V.? Or get between the sheets? Or contemplate the silent freeway? Would you like something to eat? Would you like to learn to fly? Would'ya? Would you like to see me try?
Would you like to call the cops? Do you think it's time I stopped? Why are you running away?
A incursão de Ai Weiwei pelo metal: Dumbass, com letra e voz do próprio e música de Zuoxiao Zuzhou, num vídeo de Christopher Doyle, num avanço para o álbum The Divine Comedy, a ser lançado em Junho. E a tradução possível, a partir do inglês:
Quando estás pronto a golpear, ele sussurra a não-violência. Quando lhe beliscas a orelha, ele diz que isso não lhe cura a diarreia. Tu dizes que és um filho da puta, ele responde ser invencível. Que se foda o perdão, maldita seja a tolerância, ao inferno as boas maneiras, a escória é invencível.
Oh imbecil, oh tão imbecil! Lalalalalala…
Na linha da frente como um imbecil, num país que te vende como a uma prostituta. Os campos estão cheios de imbecis, os imbecis estão por toda a parte. Que se foda o perdão, maldita seja a tolerância, ao inferno as boas maneiras, a escória é invencível. Tu dizes que és um filho da puta, ele responde ser invencível. Os campos estão cheios de imbecis, os imbecis estão por toda a parte.
Disponível para download no website do autor.
O meu filho é um ávido consumidor de hip-hop, talvez um pouco por minha culpa, já que fui eu quem lhe apresentou os primeiros sons do género. Já eu, há muito que deixei de escutar as batidas, sempre as mesmas, e as palavras, sempre recicladas. Para mim, o hip-hop transformou-se numa espécie de evangelização sabe-se lá do quê. A minha verdade é maior do que a tua, e o meu bairro é que é. Fica rico ou morre a tentá-lo, e coisas assim. Nunca dei para esse peditório, mas o som agradou-me, em tempos. Agora, já quase não o suporto, especialmente quando cantado em português.
Mas lá surgem coisas que, de vez em quando, me entusiasmam o suficiente para ir à procura de mais. É o caso dos Death Grips, banda californiana de Sacramento, que aposta numa fusão de noise, punk e outros, embebida em beats e loops tratados a fumo. Apresento-vos Guillotine, a mais aclamada de Exmilitary, o trabalho que em 2011 trouxe os Death Grips para a ribalta.
É Mac DeMarco, o songwriter/palhaço mais glam do universo. E estaria quase tudo dito. Este jovem canadiano conseguiu criar e consolidar uma identidade que passa necessariamente pela galhofa. É assim nos vídeos, é assim no palco. Possivelmente é assim em casa.
Desta vez fica Ode to Viceroy. Por todos nós, não esquecendo os que pereceram no campo de batalha. Porque um cigarro não se nega a ninguém.
Um aperitivo para I Appear Missing. Uma animação negra, a história de um homem que miraculosamente se salva do deserto ascendendo aos céus apenas para que a queda seja maior.
É mais uma viagem com os Queens of The Stone Age.