Death Grips: Quando pensávamos que o Hip-Hop era cadáver
O meu filho é um ávido consumidor de hip-hop, talvez um pouco por minha culpa, já que fui eu quem lhe apresentou os primeiros sons do género. Já eu, há muito que deixei de escutar as batidas, sempre as mesmas, e as palavras, sempre recicladas. Para mim, o hip-hop transformou-se numa espécie de evangelização sabe-se lá do quê. A minha verdade é maior do que a tua, e o meu bairro é que é. Fica rico ou morre a tentá-lo, e coisas assim. Nunca dei para esse peditório, mas o som agradou-me, em tempos. Agora, já quase não o suporto, especialmente quando cantado em português.
Mas lá surgem coisas que, de vez em quando, me entusiasmam o suficiente para ir à procura de mais. É o caso dos Death Grips, banda californiana de Sacramento, que aposta numa fusão de noise, punk e outros, embebida em beats e loops tratados a fumo. Apresento-vos Guillotine, a mais aclamada de Exmilitary, o trabalho que em 2011 trouxe os Death Grips para a ribalta.




