Arquivo: Qualia

Impressões de cunho estritamente pessoal acerca de tudo e, muitas vezes, acerca de nada. É por aqui que a vida na óptica do utilizador melhor se exprime.

Aparen­te­mente o Peter Hammil e o Rui Tava­res estão de acordo com o Senhor Alberto, o que é bom, pois eles têm muito mais capa­ci­da­des linguís­ti­cas do que eu: É um problema de tradu­ção dos inte­res­ses das pessoas sob o prisma do inte­resse parti­cu­lar de cada um dos depu­ta­dos, de cada um dos lobbies, de cada uma das orga­ni­za­ções políticas.

All ques­ti­ons become so simple if we eat the inane answer, if we all agree to ju-​ju speak, we fit into the formula, we all without excep­tion prove the rule.

Audio

A questão linguística

«Baixaram-​nos o ‘rating’? Vamos ter de baixar as calças...», traduz-​me o Senhor Alberto, filó­sofo de tasca como eu, mas com muito mais inspi­ra­ção etílica. O Senhor Alberto é homem de muitas artes, como os patos, que correm, voam e nadam, mas, como as aves, não é perfeito em nenhuma dessas acti­vi­da­des — essa foi, de resto, a hila­ri­ante descri­ção que um alemão fez dos portu­gue­ses. Mas o homem sabe coisas, e tem um raci­o­cí­nio corro­sivo, um desses raci­o­cí­nios que, apesar de não o levar mais longe do que ao circuito do bagaço inici­ado logo pela manhã, vale a pena ouvir desfiar. Aliás, a quali­dade deste blog deve-​se muito ao Senhor Alberto, a quem gosto de ouvir os comen­tá­rios às prin­ci­pais notí­cias dos jornais, o que explica muita coisa.

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Dizia-​me ele, por entre o bafo, que «Esses gajos (os depu­ta­dos) vêm para a tele­vi­são e para os jornais dizer aquilo que nós quere­mos ouvir, bom ou mau», e bebendo mais um trago, enfa­ti­zou «bom ou mau, porque se nós ouvir­mos só coisas boas, descon­fi­a­mos... como aquilo das esmo­las gran­des...». Tive alguma difi­cul­dade em saber ao que se refe­ria, quando cheguei já o monó­logo ia adian­tado. Mas ele sabe ler os olhos, e expli­cou «Aquilo do minis­tro a falar ao ouvido do outro... sabe? Aquilo é que é a polí­tica... ou você pensa que é nas assem­bleias e nas vota­ções que as coisas se deci­dem? Nããã... quando aí chega, já há muito foi deci­dido nos corre­do­res e nos janta­res, o que eles querem é copos, não sou só eu, e depois fazem aque­las merdas de se porem em pé ou de esti­car o braço, mais uns discur­sos e tal, só para entre­ter o povi­nho! EhEh!«
Andava para escre­ver isto já há algum tempo, mas a esco­lha das pala­vras, o porme­nor fatal, falhava-​me. Na verdade, nem sequer consi­de­rei o assunto assim tão digno de um post e da paci­ên­cia dos leito­res, mas hoje li algo que me fez reflec­tir e pensar que o Senhor Alberto não só é um dos mais dignos repre­sen­tan­tes do povo portu­guês — na sua pers­pi­cá­cia, naquela corro­são tão própria que mais parece mesqui­nhez, mas que não é, naquela pieguice dos deta­lhes — , como prova­vel­mente terá passado, como tantos outros, ao lado de uma carreira acadé­mica, filo­só­fica e política.

He pres­cri­bes the subject, he pros­cri­bes outsi­ders, his terms have a golden ring. He wants to find some order quan­tifying chaos in words that all the chil­dren sing.
He tabu­la­tes the lexi­con, voca­bu­lary mini­mi­sed.
Bow down to the Jargon King.
All ques­ti­ons become so simple if we eat the inane answer, if we all agree to ju-​ju speak, we fit into the formula, we all without excep­tion prove the rule.

We don’t unders­tand,
he must be clever,
he must be clever,
he must be right,
he must be right,
we don’t unders­tand.
Close the ranks and barri­ca­des, impo­sed the secret language, comple­xity all catch-​phrased, word-​drugged any anguish, pigeon-​holled allu­si­ons shut the vault behind us.
It’s an obvi­ous conclu­sion, we’ll be the chat­tels of His High­ness.
Bow down to the Jargon King and his minion code words.
Here comes the reign.

Peter Hammil, 'The Jargon King'

Temos real­mente usado termos novos: rating, crise, colapso, cres­ci­mento nega­tivo (gosto muito deste), etc., sem saber­mos muito bem o que eles querem dizer. Outra coisa que não sabe­mos é o que fazem, na reali­dade, os nossos supos­tos repre­sen­tan­tes, aqui, na Repú­blica, e lá fora, na Fede­ra­ção. Nem sequer sabe­mos onde acaba uma e começa a outra, se estas são distin­tas, ou se exis­tem na reali­dade. Tudo parece ser, como é, uma ques­tão de tradução.

Se alguém diz algo, lá fora, acerca de Portu­gal, logo é tradu­zido em língua esquerda ou direita, patro­nal ou sindi­cal. Se um dos nossos gover­nan­tes diz algo por cá, logo tem de ser tradu­zido pelos seus corre­li­gi­o­ná­rios, numa tradu­ção loca­li­zada para cada um dos públi­cos, e logo é tradu­zido, uma vez mais, em lingua­gem esquerda e direita, patro­nal e sindi­cal, reli­gi­osa e laica, hete­ros­se­xual e gay. E se algum deles diz algo acerca de lá de fora, a coisa ainda complica mais.
O problema é, sem dúvida, linguís­tico: ninguém parece ser capaz de dizer exac­ta­mente aquilo que queria dizer. Ficam sempre pontas por atar.

h2w portigal research @ A questão linguística

O Senhor Alberto é Barthe­si­ano. Diz ele que «O problema é que estes tipos passam a vida a cochi­char e depois querem vir dizer que foram eles que fize­ram tudo. Eles põem-​se à frente das coisas, o que importa são eles... se eles fossem proi­bi­dos de assi­nar docu­men­tos e nós não soubés­se­mos quem fez as coisas, deixava de haver ‘estre­las’ na polí­tica!», advo­gando assim uma espé­cie de ‘Grau Zero’ na comu­ni­ca­ção polí­tica.
O Senhor Alberto tem razão. É um problema de prota­go­nismo do autor, na ânsia de divi­den­dos que lhe permi­tam a manu­ten­ção do poder. Tudo o resto nos é ocul­tado, é segre­dado em corre­do­res e depois repre­sen­tado em assem­bleias que preten­dem ser as repre­sen­tan­tes demo­cra­ti­ca­mente elei­tas e, por isso, defen­so­ras dos nossos inte­res­ses. É um problema de tradu­ção dos inte­res­ses das pessoas sob o prisma do inte­resse parti­cu­lar de cada um dos depu­ta­dos, de cada um dos lobbies, de cada uma das orga­ni­za­ções polí­ti­cas. É um problema linguís­tico, o ter que tradu­zir a pala­vra ‘Povo’ em tantas línguas, em tantos inte­res­ses.
Aparen­te­mente o Peter Hammil e o Rui Tava­res estão de acordo com o Senhor Alberto, o que é bom, pois eles têm muito mais capa­ci­da­des linguís­ti­cas do que eu.

14. Fevereiro 2012 , por Carlos José Teixeira
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A morte soli­tá­ria é a mais comum das coisas. A Morte é um acto soli­tá­rio, ninguém morre acom­pa­nhado, se bem que possa ter compa­nhia nos últimos momen­tos de vida.

Nota

Da Morte e da Solidão

Diz-​se da morte ser ela a única inevi­ta­bi­li­dade, coisa certa para todos nós, o Fado por exce­lên­cia. É ela a Grande Nive­la­dora do Homem, trans­ver­sal às clas­ses e aos estra­tos.
A Morte é, talvez, o acto mais pessoal que cada um de nós terá, o tempo mais íntimo que conseguiremos.

Fala-​se da morte na soli­dão, fazendo refe­rên­cia ao cada vez maior número de idosos que vão sendo desco­ber­tos já cadá­ve­res, após dias de putre­fac­ção soli­tá­ria. Deles se diz terem morrido sós.
A morte soli­tá­ria é a mais comum das coisas. A Morte é um acto soli­tá­rio, ninguém morre acom­pa­nhado, se bem que possa ter compa­nhia nos últimos momen­tos de vida. Mas o momento último, o que subi­ta­mente nos trans­porta para um estado de não-​existência, esse é total­mente soli­tá­rio. Não há quem nos acom­pa­nhe no culmi­nar do processo.

The Backwa­ter Gospel de The Anima­tion Workshop

Pode­ría­mos pensar que, como os cren­tes crêem, a Morte não é mais do que uma passa­gem. Mas esse raci­o­cí­nio, se não errado, é atroz.
Perguntêmo-​nos se quere­mos viver para sempre, e a resposta vari­ará de pessoa para pessoa, conso­ante esta seja uma alma feliz, mais ou menos jovem, mais ou menos saudá­vel, com mais ou menos conforto na vida. A verdade é que a vida eterna apenas é dese­já­vel aos jovens saudá­veis e confor­ta­vel­mente insta­la­dos. Os restan­tes apenas pedem algo mais da vida.

Leva-​me isto a pensar que, para lá do choque que a desco­berta de cadá­ve­res de idosos, mortos há dias, sem que alguém desse pela sua falta, existe um choque muito maior do que a tal morte soli­tá­ria: existe o choque da vida em soli­dão.
De cada vez que penso nesses velhos, penso na sua vida a sós, por detrás de jane­las, ou nos bancos do jardim. E estas são as boas hipó­te­ses dentro do contexto, já que exis­tem também os que dormem ao relento, sem manta nem comida quente que os agasalhem.

Esta parece ser a vida que espera tantos que, como todos os outros, morre­rão sós. E para o nihi­lismo ser perfeito, para além da falta de quali­dade de vida, terão falta de quali­dade de morte. De que nos serve tudo isto?, perguntêmo-​nos então. É que, se como penso, a Morte é a cons­ci­ên­cia que nos separa dos restan­tes animais, que é feito da nossa vida?

O que restará de todos nós é uma imagem, uma percep­ção que viverá, primei­ra­mente, na distor­ção das memó­rias de cada um dos que com nós parti­lha­ram o mundo e, segui­da­mente, medi­ada por uma qual­quer tecno­lo­gia que deixará esba­ter as cores e, com elas, a ideia de algo que pode­re­mos ter sido. E nem os actos, nem as pala­vras, pode­rão alguma vez dizer com segu­rança tudo aquilo que nós fomos, porque há coisas que a Morte leva com ela.

Imagem da Intro: ‘David Deuchar’s etchings (1786) after Hans Holbein’s Dance of Death’, Spaightwood Galle­ries

07. Fevereiro 2012 , por Carlos José Teixeira
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Trata-​se de uma flui­dez com cheiro de morte, nem almas apea­das se movem.

Nota

Fluidez no vazio

Seria normal sair­mos por volta das sete e meia para poder­mos parar no Estre­lí­cia para um café e, sem stress, chegar­mos a Brito Capelo, em Mato­si­nhos, por volta das oito e um quarto. Esta­mos a falar de uma viagem rela­ti­va­mente curta, na ordem dos quinze quiló­me­tros, via Ponte do Freixo, Via Rápida, Circun­va­la­ção, Matosinhos-​Sul.
Sabe quem usa normal­mente estas vias a horas destas que o trân­sito é tudo menos fluido: as coisas come­çam, no meu caso, na Ponte do Freixo, agravam-​se frente ao Está­dio do Dragão, vão a passo de cara­col até à saída para a A3, tornam a parar na saída para a Via Rápida, via sacra feita a passo até à Rotunda dos Produ­tos Estrela, ficando final­mente soltos Circun­va­la­ção abaixo, no fim da qual se há de procu­rar o tal lugar de esta­ci­o­na­mento por entre as cente­nas deles que já têm dono.

No entanto, de há umas sema­nas para cá, as coisas alteraram-​se de uma forma radi­cal: saindo à 7:55h do Estre­lí­cia, e utili­zando o mesmo percurso, chega­mos por volta das oito e dez ao destino. Hoje, por exem­plo, foi uma ida e volta, tendo eu chegado a Gaia às 8:32h. Não fosse o caso, e tivesse o carro que ficar esta­ci­o­nado em Mato­si­nhos, tal não seria problema. Não falta­vam luga­res vazios, nem em Brito Capelo, nem no cami­nho de volta, pela Foz, e subindo pelo Fluvial, Campo Alegre, entrando na VCI pela Boavista. Trân­sito parado, vi-​o apenas a partir do nó do Fojo, em sentido oposto ao meu, mas devido a um acidente.

Video Montage: Urban Tran­qui­lity — Abu Dhabi, UAE (Canon EOS 7D) por mung­key

A minha (de)formação profis­si­o­nal leva-​me sempre a reflec­tir sobre estas coisas da flui­dez do tráfego. Durante os últimos anos traba­lhei numa empresa de produ­ção e venda de auto­car­ros e solu­ções de trans­porte público, tendo por isso acedido a infor­ma­ção acerca do assunto, quer por conver­sas com opera­do­res de trans­por­tes, quer por algu­mas pales­tras a que tive opor­tu­ni­dade de assis­tir. Assim, não sendo um perito na maté­ria, consigo entreter-​me com pseudo-​diagnósticos dos proble­mas ou com a apre­ci­a­ção de medi­das que creio terem sido toma­das.
O caso presente é, sem dúvida, um caso que passo a deno­mi­nar de ‘flui­dez no vazio’, sem prejuízo de possí­veis utili­za­ções do termo noutras andan­ças, como a Física e a sua Mecâ­nica de Flui­dos, tão adequada ao tema.

Fluid @ Fluidez no vazio

Flui­dez no Vazio

O viajante ocasi­o­nal por estas para­gens pode­ria concluir que os gover­nan­tes do burgo conse­gui­ram, graças a uma polí­tica de reajus­ta­mento da rede viária, ou graças a uma sensi­bi­li­za­ção e moti­va­ção para o uso dos trans­por­tes públi­cos, resol­ver o imbró­glio que tortu­rava milha­res de uten­tes diários destas vias. No entanto, ao entrar nas cida­des, rapi­da­mente desco­bri­ria que algo não está bem. Em plena hora de ponta, o único movi­mento percep­tí­vel é o da corrente de ar gelada nas ruas Norte-​Sul, e o de alguns tran­seun­tes a pé, enfi­a­dos em sobre­tu­dos, para além dos gesto­res surfis­tas e das tias confor­tá­veis que fazem a sua cami­nhada mati­nal nos passeios da Foz. Para além destes, um canto­neiro ocasi­o­nal, um pesca­dor, ou um grupo de cana­lha que vai aos pinchos alegres rua fora.

Aqui há dias via a repor­ta­gem tele­vi­siva acerca da acção do Presi­dente da Junta de Mato­si­nhos, Antó­nio Parada, que resol­veu aten­der os cida­dãos da fregue­sia num café de Brito Capelo, numa acção de descen­tra­li­za­ção dos servi­ços que pretende conti­nuar. Nessa repor­ta­gem foram entre­vis­ta­das algu­mas pessoas, uten­tes, entre as quais Joaquim Ventura, que refe­riu que «(...) tudo o que seja polí­tico devia vir para a rua, e não ficar fechado nos gabi­ne­tes das câma­ras e juntas de fregue­sia... é na rua que as pessoas andam...».

bolha @ Fluidez no vazio

Com efeito, os gover­nan­tes da nossa praça, edis, minis­tros e demais gente impor­tante, quando não estão enfi­a­dos nas suas bolhas anti-​sépticas, passam rapi­da­mente em qual­quer arté­ria leva­dos em carro arti­lhado de luzi­nhas azuis nervo­sas, em alta velo­ci­dade. Das ruas e das gentes nada vêem, e do ‘contacto com a popu­la­ção’ durante a campa­nha elei­to­ral já recor­dam apenas o descon­forto que a custo conse­gui­ram disfar­çar.
Se existe surpresa física, esta é uma delas: estes polí­ti­cos e gover­nan­tes conse­guem fluir origi­nando o vazio por entre a vida das cida­des, ou por entre a falta dela, como é o caso, sem senti­rem o mínimo, sem se aper­ce­be­rem do pulsar das gentes, ou a falta deste.

O facto é que esta ‘flui­dez no vazio’, como lhe chamo, trata-​se tão somente de uma flui­dez origi­nada pela falta de tráfego, rari­dade a que está­va­mos habi­tu­a­dos em tempo de férias e de pontes, mas que agora parece persis­tir. Trata-​se de uma flui­dez com cheiro de morte, nem almas apea­das se movem.
Supo­nho que estes gover­nan­tes venham a notar isto um destes dias, num qual­quer rela­tó­rio trimes­tral entre­gue com algu­mas sema­nas de atraso, notando aí que o fluxo de tráfego dimi­nuiu consi­de­ra­vel­mente, e que a utili­za­ção dos trans­por­tes públi­cos não reflecte aumento que contra­ba­lance a queda na circu­la­ção auto­mó­vel.
Antes fosse assim, que tudo esta­ria a correr pelo melhor. As pessoas teriam, final­mente, aderido ao sistema de trans­por­tes públi­cos, poupando dinheiro, paci­ên­cia e ambiente.

fila iefp @ Fluidez no vazio

Mas embora se trate de mais um pseudo-​diagnóstico meu, estou em crer que a balança se equi­li­bra se dermos conta das portas fecha­das e dos letrei­ros ‘trespassa-​se’ ou ‘vende-​se’, se dermos conta das filas cada vez maio­res à porta dos centros de (des)emprego.
Seria bom que os nossos gover­nan­tes, como os gesto­res à moda antiga, preo­cu­pa­dos não só com os resul­ta­dos, mas também com as pessoas que, no fim de contas, lhes dão razão de ser gesto­res, inici­as­sem o seu dia dando ‘uma volta pela fábrica’, saindo à rua e tomando um café num qual­quer quios­que da cidade, que sentis­sem o pulso cada vez mais fraco dos que os elege­ram anoni­ma­mente, dos que neles confi­a­ram. Que com eles falas­sem e desco­bris­sem, sem precon­cei­tos elitis­tas, o que lhes faz doer a alma. E que entras­sem no gabi­nete dispos­tos a fazer alguma coisa acerca do assunto.

30. Janeiro 2012 , por Carlos José Teixeira
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... a experimentar...

Vídeo

Hello world!

A expe­ri­men­tar, a arran­jar as coisas, uma vez mais, agora isto do feed rss que tinha desa­pa­re­cido, depois aquilo dos iPads e dos iPods, mais os Androids e o diabo que os carre­gue, e mais uns Javas­cripts quais­quer que não deviam andar por aqui... e vá lá que, no meio das expe­ri­ên­cias, fiquei a conhe­cer um vídeo de uma menina que não conhe­cia (e da qual fiquei a conhe­cer apenas isto), a Lana del Rey a cantar ‘Video Games’, que se publica abaixo.

He holds me in his big arms, Drunk and I am seeing stars, This is all I think of.
Watching all our friends fall In and out of Old Paul’s, This is my idea of fun
Playing video games

Tell me all the things you want to do, I heard that you like the bad girls...
Honey, is that true?

Entre­tanto, o blog vai conti­nu­ando, sem a sua histó­ria, é certo... Valha-​nos a possi­bi­li­dade de lhe inven­tar outra e ir apanhando o que ficou lá para trás.
Mas não é essa a ideia. Também não sei bem qual é, mas amanhã também será bom dia para pensar no assunto. Neste momento, o que inte­ressa é expe­ri­men­tar isto, a ver se tudo funci­ona bem.

Até já.

25. Janeiro 2012 , por Carlos José Teixeira
Arquivos: Opinião Pública, Qualia, Zine | Palavras-chave: , , , , , , , , | Já temos 9 reacções →

RECORRÊNCIAS

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