3: Oráculo

O trabalho de início de ano é sempre uma lufa-lufa de previsões mais ou menos fundamentadas. Estou a viver o futuro por entre folhas excel e mapas das mais variadas proveniências. Falo de 2018 e ajusto as previsões até 2020, como se fosse um oráculo moderno. Factores como a estabilidade política, o valor das moedas, o preço do petróleo, a capacidade financeira desta ou daquela empresa, juntam-se aos prospectos de novas unidades adquiridas a determinado preço com um break-even a ser obtido pela assistência que não sabemos ainda se irá concretizar-se, determinando os objectivos  e os planos que iremos viver no futuro. É um se-então permanente, toda uma lógica líquida que transborda em apresentações sobriamente coloridas que espelham mapas e diagramas de jogos, teses que tenho que defender frente aos "VP", os tipos que mandam e que aprovam ou pedem novos cálculos e novas opções. Mas tudo é fumo, tudo não passa de meteorologia económica.

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