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	<description>a vida na óptica do utilizador</description>
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		<title>Economia, Bolsa e Media, segundo Blomkvist</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/20/zine/economia-bolsa-e-media-segundo-blomkvist-/292.html</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os media têm uma enorme responsabilidade. Ajudaram-no a construir um prestígio que nunca mereceu apresentando-o, de uma maneira bajuladora e completamente cretina, como uma grande figura da finança. Se tivessem feito o seu trabalho como deve ser, não estaríamos hoje na situação em que estamos.
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Economia, Bolsa e Media, segundo Blomkvist" src="http://imgs-srzd.s3.amazonaws.com/srzd/upload/m/i/millennium213.jpg" alt="Economia, Bolsa e Media, segundo Blomkvist" width="580" height="340" /></p> <a href="http://semiose.net/2012/02/20/zine/economia-bolsa-e-media-segundo-blomkvist-/292.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>- A ideia de que a economia sueca vai a caminho de um desastre é completamente disparatada — respondera ele.<br />
A apresentadora fizera um ar espantado. A resposta não seguia o padrão que tinha esperado, e fora forçada a improvisar. Mikael conseguira a pergunta que desejava.<br />
– A Bolsa sueca conhece neste momento a maior queda de que há memória... e acha que é um disparate?<br />
– Tem de distinguir entre duas coisas: a economia sueca e a Bolsa sueca. A economia sueca é a soma de todos os bens e serviços produzidos neste país todos os dias. Temos os telefones da Ericsson, os carros da Volvo, os frangos da Scan, os carregamentos marítimos de Kiruna para Skövde. Isso é a economia sueca, e continua tão forte ou tão fraca hoje como há uma semana.<br />
Fizera uma pausa aproveitando para beber um copo de água.<br />
– A Bolsa sueca é algo completamente diferente. Não há economia nem produção de bens ou serviços. Há apenas fantasias em que as pessoas decidem de uma hora para a outra que esta empresa vale tantos milhões, para cima ou para baixo. Não tem nada que ver com a realidade ou com a economia sueca.<br />
– Está então a dizer que não importa que a Bolsa caia a pique?<br />
– Não, não importa absolutamente nada. — O tom fora tão cansado e resignado que soara como uma espécie de oráculo. As suas palavras seriam citadas vezes sem conta ao longo do ano seguinte. — Significa apenas que um grupo de grandes especuladores está neste momento a vender acções de empresas suecas e a comprar acções de empresas alemãs. São hienas da finança que um jornalista com coragem deveria desmascarar e denunciar como traidores à pátria. São eles que estão sistematicamente, e talvez deliberadamente, a prejudicar a economia sueca para satisfazer a ânsia de lucro dos seus clientes.<br />
Então a apresentadora do <em>Ela</em> cometera o erro de fazer exactamente a pergunta de que Mikael estava à espera_<br />
– Acha então que os <em>media</em> não têm qualquer responsabilidade?<br />
– Oh, sim, os <em>media</em> tem uma enorme responsabilidade. Durante quase vinte anos, muitos jornalistas económicos abstiveram-se de investigar Hans-Erik Wenneström. Pelo contrário, ajudaram-no a construir um prestígio que nunca mereceu apresentando-o, de uma maneira bajuladora e completamente cretina, como uma grande figura da finança. Se tivessem feito o seu trabalho como deve ser, não estaríamos hoje na situação em que estamos.</p>
<h6>Stieg Larsson, <em>«Millennium 01 — Os homens que odeiam as mulheres»</em>, Leya/Asa 2005 — 12ª Edição 2011<br />
Nota: O texto acima está tal e qual como no original. Seria de esperar que, à 12º edição, os erros de tradução estivessem corrigidos. Mas não, a revisão de texto é, aparentemente, uma despesa a evitar.</h6>
<div class="shr-publisher-292"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>A questão linguística</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/14/qualia/a-questao-linguistica-/270.html</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 12:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aparentemente o Peter Hammil e o Rui Tavares estão de acordo com o Senhor Alberto, o que é bom, pois eles têm muito mais capacidades linguísticas do que eu: É um problema de tradução dos interesses das pessoas sob o prisma do interesse particular de cada um dos deputados, de cada um dos lobbies, de cada uma das organizações políticas.

<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="All ques­ti­ons become so simple if we eat the inane answer, if we all agree to ju-​ju speak, we fit into the formula, we all without excep­tion prove the rule." src="https://lh4.googleusercontent.com/-YhIKl0VHtoI/TzpAu4ZOsTI/AAAAAAAAA8M/ijAJWk3cge8/s600/Kareem%2520Rizk%2520www.kareemrizk.com%252027.jpg" alt="All ques­ti­ons become so simple if we eat the inane answer, if we all agree to ju-​ju speak, we fit into the formula, we all without excep­tion prove the rule." width="600" height="508" /></p>
 <a href="http://semiose.net/2012/02/14/qualia/a-questao-linguistica-/270.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><em>«Baixaram-nos o ‘rating’? Vamos ter de baixar as calças...»</em>, traduz-me o Senhor Alberto, filósofo de tasca como eu, mas com muito mais inspiração etílica. O Senhor Alberto é homem de muitas artes, como os patos, que correm, voam e nadam, mas, como as aves, não é perfeito em nenhuma dessas actividades — essa foi, de resto, a hilariante descrição que um alemão fez dos portugueses. Mas o homem sabe coisas, e tem um raciocínio corrosivo, um desses raciocínios que, apesar de não o levar mais longe do que ao circuito do bagaço iniciado logo pela manhã, vale a pena ouvir desfiar. Aliás, a qualidade deste blog deve-se muito ao Senhor Alberto, a quem gosto de ouvir os comentários às principais notícias dos jornais, o que explica muita coisa.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="1905.%2520 %2520At%2520Atlantic%2520City.%2520 %2520Please%2520watch%2520where%2520you%2520walk.%2520Dry%2520plate%2520glass%2520negative%252C%2520Detroit%2520Publishing%2520Company @ A questão linguística" src="https://lh3.googleusercontent.com/-G5SIZwG8Qvc/TzpN2Sa33FI/AAAAAAAAA8k/uqzD1a6x-_8/s600/1905.%2520-%2520At%2520Atlantic%2520City.%2520-%2520Please%2520watch%2520where%2520you%2520walk.%2520Dry%2520plate%2520glass%2520negative%252C%2520Detroit%2520Publishing%2520Company.jpg" alt="1905.%2520 %2520At%2520Atlantic%2520City.%2520 %2520Please%2520watch%2520where%2520you%2520walk.%2520Dry%2520plate%2520glass%2520negative%252C%2520Detroit%2520Publishing%2520Company @ A questão linguística" width="600" height="393" /></p>
<p>Dizia-me ele, por entre o bafo, que <em>«Esses gajos (os deputados) vêm para a televisão e para os jornais dizer aquilo que nós queremos ouvir, bom ou mau»</em>, e bebendo mais um trago, enfatizou <em>«bom ou mau, porque se nós ouvirmos só coisas boas, desconfiamos... como aquilo das esmolas grandes...»</em>. Tive alguma dificuldade em saber ao que se referia, quando cheguei já o monólogo ia adiantado. Mas ele sabe ler os olhos, e explicou <em>«Aquilo do ministro a falar ao ouvido do outro... sabe? Aquilo é que é a política... ou você pensa que é nas assembleias e nas votações que as coisas se decidem? Nããã... quando aí chega, já há muito foi decidido nos corredores e nos jantares, o que eles querem é copos, não sou só eu, e depois fazem aquelas merdas de se porem em pé ou de esticar o braço, mais uns discursos e tal, só para entreter o povinho! EhEh!«</em><br />
Andava para escrever isto já há algum tempo, mas a escolha das palavras, o pormenor fatal, falhava-me. Na verdade, nem sequer considerei o assunto assim tão digno de um post e da paciência dos leitores, mas hoje li algo que me fez reflectir e pensar que o Senhor Alberto não só é um dos mais dignos representantes do povo português — na sua perspicácia, naquela corrosão tão própria que mais parece mesquinhez, mas que não é, naquela pieguice dos detalhes — , como provavelmente terá passado, como tantos outros, ao lado de uma carreira académica, filosófica e política.</p>
<blockquote><p>He prescribes the subject, he proscribes outsiders, his terms have a golden ring. He wants to find some order quantifying chaos in words that all the children sing.<br />
He tabulates the lexicon, vocabulary minimised.<br />
Bow down to the Jargon King.<br />
All questions become so simple if we eat the inane answer, if we all agree to ju-ju speak, we fit into the formula, we all without exception prove the rule.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/xnn8VjSGAeY?rel=0" frameborder="0" width="480" height="35"></iframe></p>
<p>We don’t understand,<br />
he must be clever,<br />
he must be clever,<br />
he must be right,<br />
he must be right,<br />
we don’t understand.<br />
Close the ranks and barricades, imposed the secret language, complexity all catch-phrased, word-drugged any anguish, pigeon-holled allusions shut the vault behind us.<br />
It’s an obvious conclusion, we’ll be the chattels of His Highness.<br />
Bow down to the Jargon King and his minion code words.<br />
Here comes the reign.</p></blockquote>
<pre style="text-align: right;"><strong>Peter Hammil, <a  title="Peter Hammil - The Jargon King @ Youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=xnn8VjSGAeY" target="_blank">'The Jargon King'</a></strong></pre>
<p>Temos realmente usado termos novos: rating, crise, colapso, crescimento negativo (gosto muito deste), etc., sem sabermos muito bem o que eles querem dizer. Outra coisa que não sabemos é o que fazem, na realidade, os nossos supostos representantes, aqui, na República, e lá fora, na Federação. Nem sequer sabemos onde acaba uma e começa a outra, se estas são distintas, ou se existem na realidade. Tudo parece ser, como é, uma questão de tradução.</p>
<p>Se alguém diz algo, lá fora, acerca de Portugal, logo é traduzido em língua esquerda ou direita, patronal ou sindical. Se um dos nossos governantes diz algo por cá, logo tem de ser traduzido pelos seus correligionários, numa tradução localizada para cada um dos públicos, e logo é traduzido, uma vez mais, em linguagem esquerda e direita, patronal e sindical, religiosa e laica, heterossexual e gay. E se algum deles diz algo acerca de lá de fora, a coisa ainda complica mais.<br />
O problema é, sem dúvida, linguístico: ninguém parece ser capaz de dizer exactamente aquilo que queria dizer. Ficam sempre pontas por atar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="h2w portigal research @ A questão linguística" src="https://lh3.googleusercontent.com/-iqBpvwBe4iM/TzpMOaK7g7I/AAAAAAAAA8Y/-IK4IcOxeIw/s600/h2w_portigal_research.jpg" alt="h2w portigal research @ A questão linguística" width="600" height="307" /></p>
<p>O Senhor Alberto é Barthesiano. Diz ele que <em>«O problema é que estes tipos passam a vida a cochichar e depois querem vir dizer que foram eles que fizeram tudo. Eles põem-se à frente das coisas, o que importa são eles... se eles fossem proibidos de assinar documentos e nós não soubéssemos quem fez as coisas, deixava de haver ‘estrelas’ na política!»</em>, advogando assim uma espécie de ‘Grau Zero’ na comunicação política.<br />
O Senhor Alberto tem razão. É um problema de protagonismo do autor, na ânsia de dividendos que lhe permitam a manutenção do poder. Tudo o resto nos é ocultado, é segredado em corredores e depois representado em assembleias que pretendem ser as representantes democraticamente eleitas e, por isso, defensoras dos nossos interesses. É um problema de tradução dos interesses das pessoas sob o prisma do interesse particular de cada um dos deputados, de cada um dos lobbies, de cada uma das organizações políticas. É um problema linguístico, o ter que traduzir a palavra ‘Povo’ em tantas línguas, em tantos interesses.<br />
Aparentemente o Peter Hammil e o <a  title="Rui Tavares, 'Sobre o Vazio'" href="http://ruitavares.net/textos/sobre-o-vazio/" target="_blank">Rui Tavares</a> estão de acordo com o Senhor Alberto, o que é bom, pois eles têm muito mais capacidades linguísticas do que eu.</p>
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		<item>
		<title>Garzón: uma breve nota</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/garzon-uma-breve-nota-/263.html</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Garzón]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[Não posso deixar de concordar com o seu afastamento da magistratura. E tenho pena.

<img src="http://www.ionline.pt/sites/default/files/imagecache/iarticle_photo_400x225/imagens/imagem-imagem-rtr2xhef-ok.jpg"/> <a href="http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/garzon-uma-breve-nota-/263.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Simpatizo com Baltasar Garzón, e ainda mais com a sua causa — como simpatizo, de resto, com qualquer luta por lei e justiça libertadoras de um povo das garras do fascismo, do terrorismo e da corrupção.<br />
Por outro lado, não posso deixar de admitir que sendo verdade que o juiz ordenou escutas a conversas entre advogado e cliente, originando <a  href="http://www.ionline.pt/mundo/supremo-espanhol-suspende-baltasar-garzon-11-anos" title="i online" target="_blank">‘confissões auto-recriminatórias’</a>, Garzón não só prevaricou fortemente, como usou recursos que são mais próprios dos que acusava. Assim, e repito, sendo essa a realidade, não posso deixar de concordar com o seu afastamento da magistratura.<br />
É fácil adivinhar a política por detrás deste desfecho, assim como será mais fácil ainda protestar contra a decisão, alegando tais pressões. Mais difícil será manter a objectividade e pensar que os fins, por muito nobres que sejam — que o eram — não justificam quaisquer meios.</p>
<div class="shr-publisher-263"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>The play’s the thing</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/the-plays-the-thing-/249.html</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 13:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pública]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de crise]]></category>
		<category><![CDATA[deontologia]]></category>
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		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[Wolfgang Schaube]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que isto não passa de uma ence­na­ção?
Esta pergunta explica o post ante­rior rela­tivo ao assunto, assim como o título e a cita­ção de Shakes­pe­are. É que o marke­ting polí­tico presta-​se a estas coisas, e isso não é tão raro assim.

<img src="https://lh6.googleusercontent.com/-FXtF2HUN4FU/TxB646_yJOI/AAAAAAAAA4I/3Kh0EbPM-MQ/s580/Kareem%2520Rizk%2520www.kareemrizk.com%252023.jpg"/> <a href="http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/the-plays-the-thing-/249.html"> <span class="meta-nav"></span></a><h4>Mais para ler:</h4><ol>
<li><a href='http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/adoro-as-conversas-dos-outros-/220.html' rel='bookmark' title='Adoro as conversas dos outros'>Adoro as conversas dos outros</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><blockquote><p>I’ll have grounds<br />
More relative than this—the play’s the thing<br />
Wherein I’ll catch the conscience of the King.</p></blockquote>
<pre style="text-align: right;"><a  title="eNotes - Hamlet" href="http://www.enotes.com/hamlet-text/act-ii-scene-ii?start=5#ham-2-2-602" target="_blank">Hamlet, Acto 2, cena 2</a></pre>
<p>Relativamente à <a  title="Adoro as conversas dos outros" href="http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/adoro-as-conversas-dos-outros-/220.html" target="_blank">notícia de abertura dos jornais, protagonizada por Vítor Gaspar e Wolfgang Schaube, fruto de um ‘apanhado’ dos repórteres da TVI no local</a>, começo por estranhar os silêncios dos watchdogs habituais. Não encontro nos blogs habituais alguma reflexão sobre a legitimidade deontológica ou sobre a ética (ou a falta desta) da peça em apreço, a não ser breves apontamentos no <a  title="Disgusting" href="http://www.hreporter.info/2012/02/disgusting.html" target="_blank">Hobby: Repórter</a> e no <a  title="Vítor Gaspar foi “apanhado” em conversa comprometedora…" href="http://vaievem.wordpress.com/2012/02/09/vitor-gaspar-foi-apanhado-em-conversa-comprometedora/" target="_blank">Vai e Vem</a> (esteja à vontade para acrescentar links na caixa de comentários, se os encontrar relativos a este assunto). Também não ouvi ainda os pruridos de Lello, o homem que tão angustiado ficou por terem sido filmadas imagens dos monitores na Assembleia da República.</p>
<p>Estrela Serrano explica que, embora José Alberto Carvalho tenha explicado na introdução da peça que, apesar desta ter sido gravada sem o conhecimento dos dois ministros, a TVI optou por divulgá-la por se tratar de informação relevante, tal explicação não seria necessária. Segundo Serrano, <em>«Ora, o local estava aberto à imagem e os conversantes não são cidadãos comuns nem estavam em espaço privado. Mas mais importante é o facto de o ministro alemão ter dito coisas muito relevantes.«</em><br />
Já eu, que não sou jornalista, partilho a dúvida do Filinto Melo, que escreve <em>«Para ser mesmo mau, só faltava que tivesse sido filmado, temo bem, sem conhecimento dos ministros de que o som estava a ser gravado.»</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Kareem%2520Rizk%2520www.kareemrizk.com%252008 @ The plays the thing" src="https://lh4.googleusercontent.com/-L15DVvAJv5o/TzUdvQq9IVI/AAAAAAAAA70/8oFInQjzkNI/s600/Kareem%2520Rizk%2520www.kareemrizk.com%252008.jpg" alt="Kareem%2520Rizk%2520www.kareemrizk.com%252008 @ The plays the thing" width="600" height="551" /></p>
<p>Estamos, portanto, perante a dúvida de ter sido a reportagem feita por um jornalista ou por um paparazzo.<br />
Como disse, não sou jornalista, nem tenho sequer o código deontológico à mão, pelo que este post é apenas uma opinião pessoal acerca do que considero ser jornalismo. E, desta forma, posso dizer apenas o que faria em tal situação.</p>
<ol>
<li>A acreditar em Estrela Serrano, supondo assim que os repórteres no local estariam autorizados a recolher imagens e som sem autorização expressa dos intervenientes (o que acho estranho), após a captação destas ira ter com os dois ministros e colocar-lhes-ia perguntas relativas ao tema, confrontando-os com a gravação. Esta atitude não só seria mais ética, como certamente daria uma muito melhor peça jornalística, com a possibilidade de aprofundar o tema, logo no local.</li>
<li>Supondo uma recusa aos comentários, então endereçá-la-ia à edição, para que lá decidissem da sua publicação ou não.</li>
</ol>
<p>Sendo eu o chefe da redacção (ou lá o que é), e recebida a notícia, decidiria consoante os ministros tivessem dado a tal entrevista ou não.</p>
<ol>
<li>Sim, deram a entrevista, explicando a conversa: publicá-la-ia, sem recurso às imagens dos ‘apanhados’.</li>
<li>Não, não deram a entrevista: teria que decidir considerando as tais regras de funcionamento das reportagens, a deontologia jornalística, e o interesse público da matéria.</li>
</ol>
<p>Ou seja, não é fácil.</p>
<p>Mas as coisas devem ser reflectidas, pois a percepção é o que é, e é ela que comanda a realidade. O que me leva à segunda questão, a da fiabilidade do ‘apanhado’.<br />
A pergunta é legítima:</p>
<blockquote><p>Será que isto não passa de uma encenação?<a  title="Youtube" href="http://www.youtube.com/watch?v=dU391h882uE&#038;feature=youtu.be" target="_blank">#</a></p></blockquote>
<p>Esta pergunta explica o post anterior relativo ao assunto, assim como o título e a citação de Shakespeare. É que o marketing político presta-se a estas coisas, e isso não é tão raro assim.<br />
Neste caso, não me custa pensar numa espécie de ‘calmante’ para as massas: <em>«Tenham calma, que se as coisas correrem mesmo mal, que não irão, mas se correrem, já temos quem nos dê a mão»</em>, ou em preparativos para o descalabro, uma espécie de comunicação de crise, que diga <em>«Como podem ver, o governo andava já em conversações ao mais alto nível para superar quaisquer desvios no processo blá blá blá...»</em>.</p>
<p>Mas pode ser que não, e que Miguel Relvas, o Ministro da Propaganda, venha a terreiro condenar e, quem sabe, punir os paparazzi desta aberração. Aguardemos.</p>
<div class="shr-publisher-249"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><h4>Mais para ler:</h4><ol>
<li><a href='http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/adoro-as-conversas-dos-outros-/220.html' rel='bookmark' title='Adoro as conversas dos outros'>Adoro as conversas dos outros</a></li>
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		<title>Sábado anti-ACTA</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/sabado-anti-acta-/233.html</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 09:18:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/tf_pvEYePQc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <a href="http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/sabado-anti-acta-/233.html"> <span class="meta-nav"></span></a><h4>Mais para ler:</h4><ol>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/opiniao-publica/eles-sao-mais-de-cem-/70.html' rel='bookmark' title='Eles são mais de cem'>Eles são mais de cem</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/zine/e-assim-passa-o-tempo-e-com-ele-a-nova-gente-/89.html' rel='bookmark' title='E assim passa o tempo e com ele a nova gente'>E assim passa o tempo e com ele a nova gente</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/28/zine/repress-plugin-wordpress-anti-censura-/133.html' rel='bookmark' title='RePress: plugin WordPress anti-censura'>RePress: plugin WordPress anti-censura</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="EUROPE VS ACTA @ Sábado anti ACTA" src="https://lh5.googleusercontent.com/-0cpstgRXdhs/TzTeK7WBDAI/AAAAAAAAA7o/-BTGR_7UuZ8/s800/EUROPE_VS_ACTA.jpg" alt="EUROPE VS ACTA @ Sábado anti ACTA" width="566" height="800" /></p>
<h2 style="text-align: center;">Coimbra Lisboa Porto Viseu<br />
Sábado, 11.Fev.2012 — 11:00 horas</h2>
<div class="shr-publisher-233"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><h4>Mais para ler:</h4><ol>
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		<title>Adoro as conversas dos outros</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/adoro-as-conversas-dos-outros-/220.html</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 01:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pública]]></category>
		<category><![CDATA[assistência financeira]]></category>
		<category><![CDATA[deontologia]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>
		<category><![CDATA[Vítor Gaspar]]></category>
		<category><![CDATA[Wolfgang Schaube]]></category>

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		<description><![CDATA[Efectivamente gosto de aparência, Aparentemente sem moralizar

<img src="https://lh5.googleusercontent.com/-LZUxND5UE1k/Tgt6ha64fvI/AAAAAAAAAhQ/HECUlvAhQwQ/s640/Trash_talk_by_Neizen.fractura.net.jpg"/>

Aparentemente escuto as conversas, Efectivamente sem moralizar <a href="http://semiose.net/2012/02/10/opiniao-publica/adoro-as-conversas-dos-outros-/220.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>O noticiário abre com as<a  title="TVI 24" href="http://www.tvi24.iol.pt/economia/gaspar-schauble-alemanha-resgate-ajuda-agencia-financeira/1324253-1730.html" target="_blank"> imagens e o som da conversa entre o nosso ministro e um dos seus patrões</a>, que sim, que está connosco apesar dos outros fulanos de lá do parlamento, parabéns pá, estás a fazer um bom trabalho, muito obrigadinho meu Senhor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="RealPolitik @ Adoro as conversas dos outros" src="https://lh6.googleusercontent.com/-U3XYuNHG7tM/TzRt2LRxZ7I/AAAAAAAAA7g/niG5KflWgRY/s600/RealPolitik.jpg" alt="RealPolitik @ Adoro as conversas dos outros" width="600" height="445" /></p>
<p>E, sem entrar em considerações acerca de éticas e deontologias jornalísticas, ou acerca da forma como as coisas são feitas nas conversas de coffee-break, a única coisa que as imagens me sugerem é uns versos dos GNR.</p>
<blockquote><p>Efectivamente escuto as conversas<br />
Importantes ou ambíguas<br />
Aparentemente sem moralizar</p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/anwCv3tO8W8?rel=0" frameborder="0" width="480" height="35"></iframe></p>
<p>Adoro as pêgas e os padrastos que passam<br />
Finjo nem reparar<br />
Na atitude tão clara e tão óbvia<br />
De quem anda a engan(t)ar</p></blockquote>
<div class="shr-publisher-220"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>E nós? Organizamo-nos?</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/08/opiniao-publica/acta-pipa-sopa-pl118-ansol-mapinet-e-nos-organizamo-nos-/201.html</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 08:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião Pública]]></category>
		<category><![CDATA[acta]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto eles estão organizados socialmente, legalmente, mediaticamente e politicamente, nós continuamos a protestar ao sabor do tweet e do like, como se de um click, por si, pudesse resultar alguma coisa concreta.

<img src="http://www.baixargamesgratis.com/imagens/extras/anonymous.jpg"/>
 <a href="http://semiose.net/2012/02/08/opiniao-publica/acta-pipa-sopa-pl118-ansol-mapinet-e-nos-organizamo-nos-/201.html"> <span class="meta-nav"></span></a><h4>Mais para ler:</h4><ol>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/opiniao-publica/eles-sao-mais-de-cem-/70.html' rel='bookmark' title='Eles são mais de cem'>Eles são mais de cem</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/zine/e-assim-passa-o-tempo-e-com-ele-a-nova-gente-/89.html' rel='bookmark' title='E assim passa o tempo e com ele a nova gente'>E assim passa o tempo e com ele a nova gente</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/28/zine/repress-plugin-wordpress-anti-censura-/133.html' rel='bookmark' title='RePress: plugin WordPress anti-censura'>RePress: plugin WordPress anti-censura</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Já quase tudo foi dito acerca de todos os acrónimos ameaçadores da Internet tal como a conhecemos. Já escutamos todos os argumentos a favor, todos os argumentos contra, já vimos acontecer prisões e bloqueios de websites, e temos manifestações marcadas.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/bAkpsRLESWk?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Mas a verdade é que, enquanto eles estão organizados socialmente, legalmente, mediaticamente e politicamente, nós continuamos a protestar ao sabor do tweet e do like, como se de um click, por si, pudesse resultar alguma coisa concreta. A experiência diz-me o contrário e, esperando estar enganado, a correspondência click/presença nas <a  title="Access" href="https://www.accessnow.org/policy-activism/press-blog/acta-protest-feb-11" target="_blank">manifestações do próximo Sábado</a> será na ordem dos decimais. Os mais activistas estão divididos por não sei quantas associações.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/9oAlm_QvSpg?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Podemos dizer que temos, cá no burgo, algumas personalidades especialistas na matéria, para além das associadas: temos jornalistas, bloggers, engenheiros, juristas, sociólogos, políticos, para além de toda uma mole de utilizadores declaradamente contra o que consideram, em uníssono, um atentado à liberdade de expressão e de partilha na Internet, para além de um abuso inqualificável exercido sobre qualquer um compre um CD-R ou uma caixa de nimesulida de marca genérica.<br />
Assim sendo, porque não se passa neste caso, o que se passa de cada vez que uma multidão de pessoas comungam os mesmos interesses? Porque não existe ainda uma associação de utilizadores em defesa da liberdade de expressão, criação e partilha, uma espécie de confederação dos grupos e indivíduos que lutam pela liberdade? Uma coisa, por assim dizer, tão organizada como a deles, mas com mais força, muito mais força...</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 960px"><a  href="http://www.laquadrature.net/wiki/images/7/76/Acta-infographics.png"><img title="Acta infographics @ E nós? Organizamo nos?" src="http://www.laquadrature.net/wiki/images/7/76/Acta-infographics.png" alt="Acta infographics @ E nós? Organizamo nos?" width="950" height="2344" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para aumentar ACTA — a Lethal Weapon Against You Rights @ La Quadrature du Net</p></div>
<p><strong>Organizemo-nos. A indignação, só por si, não chega.</strong></p>
<div class="shr-publisher-201"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><h4>Mais para ler:</h4><ol>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/opiniao-publica/eles-sao-mais-de-cem-/70.html' rel='bookmark' title='Eles são mais de cem'>Eles são mais de cem</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/26/zine/e-assim-passa-o-tempo-e-com-ele-a-nova-gente-/89.html' rel='bookmark' title='E assim passa o tempo e com ele a nova gente'>E assim passa o tempo e com ele a nova gente</a></li>
<li><a href='http://semiose.net/2012/01/28/zine/repress-plugin-wordpress-anti-censura-/133.html' rel='bookmark' title='RePress: plugin WordPress anti-censura'>RePress: plugin WordPress anti-censura</a></li>
</ol>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Da Morte e da Solidão</title>
		<link>http://semiose.net/2012/02/07/qualia/da-morte-e-da-solidao-/192.html</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualia]]></category>
		<category><![CDATA[David Deuchar]]></category>
		<category><![CDATA[Hans holbein]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[The Animation Workshop]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte soli­tá­ria é a mais comum das coisas. A Morte é um acto soli­tá­rio, ninguém morre acom­pa­nhado, se bem que possa ter compa­nhia nos últimos momen­tos de vida.

<img src="http://www.spaightwoodgalleries.com/Media/Old_Masters/Deuchar/Deuchar_Dance_Death.jpg"/> <a href="http://semiose.net/2012/02/07/qualia/da-morte-e-da-solidao-/192.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Diz-se da morte ser ela a única inevitabilidade, coisa certa para todos nós, o Fado por excelência. É ela a Grande Niveladora do Homem, transversal às classes e aos estratos.<br />
A Morte é, talvez, o acto mais pessoal que cada um de nós terá, o tempo mais íntimo que conseguiremos.</p>
<p>Fala-se da morte na solidão, fazendo referência ao cada vez maior número de idosos que vão sendo descobertos já cadáveres, após dias de putrefacção solitária. Deles se diz terem morrido sós.<br />
A morte solitária é a mais comum das coisas. A Morte é um acto solitário, ninguém morre acompanhado, se bem que possa ter companhia nos últimos momentos de vida. Mas o momento último, o que subitamente nos transporta para um estado de não-existência, esse é totalmente solitário. Não há quem nos acompanhe no culminar do processo.</p>
<h6><a  href="http://vimeo.com/17914974">The Backwater Gospel</a> de <a  href="http://vimeo.com/viborganimation">The Animation Workshop</a></h6>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/17914974?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" width="450" height="253" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Poderíamos pensar que, como os crentes crêem, a Morte não é mais do que uma passagem. Mas esse raciocínio, se não errado, é atroz.<br />
Perguntêmo-nos se queremos viver para sempre, e a resposta variará de pessoa para pessoa, consoante esta seja uma alma feliz, mais ou menos jovem, mais ou menos saudável, com mais ou menos conforto na vida. A verdade é que a vida eterna apenas é desejável aos jovens saudáveis e confortavelmente instalados. Os restantes apenas pedem algo mais da vida.</p>
<p>Leva-me isto a pensar que, para lá do choque que a descoberta de cadáveres de idosos, mortos há dias, sem que alguém desse pela sua falta, existe um choque muito maior do que a tal morte solitária: existe o choque da vida em solidão.<br />
De cada vez que penso nesses velhos, penso na sua vida a sós, por detrás de janelas, ou nos bancos do jardim. E estas são as boas hipóteses dentro do contexto, já que existem também os que dormem ao relento, sem manta nem comida quente que os agasalhem.</p>
<p>Esta parece ser a vida que espera tantos que, como todos os outros, morrerão sós. E para o nihilismo ser perfeito, para além da falta de qualidade de vida, terão falta de qualidade de morte. De que nos serve tudo isto?, perguntêmo-nos então. É que, se como penso, a Morte é a consciência que nos separa dos restantes animais, que é feito da nossa vida?</p>
<p>O que restará de todos nós é uma imagem, uma percepção que viverá, primeiramente, na distorção das memórias de cada um dos que com nós partilharam o mundo e, seguidamente, mediada por uma qualquer tecnologia que deixará esbater as cores e, com elas, a ideia de algo que poderemos ter sido. E nem os actos, nem as palavras, poderão alguma vez dizer com segurança tudo aquilo que nós fomos, porque há coisas que a Morte leva com ela.</p>
<h6>Imagem da Intro: ‘David Deuchar’s etchings (1786) after Hans Holbein’s Dance of Death’, <a  title="David Deuchar’s etchings (1786) after Hans Holbein’s Dance of Death" href="http://www.spaightwoodgalleries.com/Pages/Deuchar.html" target="_blank">Spaightwood Galleries</a></h6>
<div class="shr-publisher-192"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fluidez no vazio</title>
		<link>http://semiose.net/2012/01/30/qualia/fluidez-no-vazio-/170.html</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 10:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualia]]></category>
		<category><![CDATA[António Parada]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
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		<category><![CDATA[via]]></category>

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		<description><![CDATA[Trata-​se de uma flui­dez com cheiro de morte, nem almas apea­das se movem.

<img src="https://lh6.googleusercontent.com/-WoG6iUnIQDA/TeO8dB6uE0I/AAAAAAAAAaU/W-LE6sstLD0/s512/Limbo.jpg"/> <a href="http://semiose.net/2012/01/30/qualia/fluidez-no-vazio-/170.html"> <span class="meta-nav"></span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Seria normal sairmos por volta das sete e meia para podermos parar no Estrelícia para um café e, sem stress, chegarmos a Brito Capelo, em Matosinhos, por volta das oito e um quarto. Estamos a falar de uma viagem relativamente curta, na ordem dos quinze quilómetros, via Ponte do Freixo, Via Rápida, Circunvalação, Matosinhos-Sul.<br />
Sabe quem usa normalmente estas vias a horas destas que o trânsito é tudo menos fluido: as coisas começam, no meu caso, na Ponte do Freixo, agravam-se frente ao Estádio do Dragão, vão a passo de caracol até à saída para a A3, tornam a parar na saída para a Via Rápida, via sacra feita a passo até à Rotunda dos Produtos Estrela, ficando finalmente soltos Circunvalação abaixo, no fim da qual se há de procurar o tal lugar de estacionamento por entre as centenas deles que já têm dono.</p>
<p>No entanto, de há umas semanas para cá, as coisas alteraram-se de uma forma radical: saindo à 7:55h do Estrelícia, e utilizando o mesmo percurso, chegamos por volta das oito e dez ao destino. Hoje, por exemplo, foi uma ida e volta, tendo eu chegado a Gaia às 8:32h. Não fosse o caso, e tivesse o carro que ficar estacionado em Matosinhos, tal não seria problema. Não faltavam lugares vazios, nem em Brito Capelo, nem no caminho de volta, pela Foz, e subindo pelo Fluvial, Campo Alegre, entrando na VCI pela Boavista. Trânsito parado, vi-o apenas a partir do nó do Fojo, em sentido oposto ao meu, mas devido a um acidente.</p>
<h6><a  href="http://vimeo.com/9102729">Video Montage: Urban Tranquility — Abu Dhabi, UAE (Canon EOS 7D)</a> por <a  href="http://vimeo.com/mungkey">mungkey</a></h6>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/9102729?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="450" height="253"></iframe></p>
<p>A minha (de)formação profissional leva-me sempre a reflectir sobre estas coisas da fluidez do tráfego. Durante os últimos anos trabalhei numa empresa de produção e venda de autocarros e soluções de transporte público, tendo por isso acedido a informação acerca do assunto, quer por conversas com operadores de transportes, quer por algumas palestras a que tive oportunidade de assistir. Assim, não sendo um perito na matéria, consigo entreter-me com pseudo-diagnósticos dos problemas ou com a apreciação de medidas que creio terem sido tomadas.<br />
O caso presente é, sem dúvida, um caso que passo a denominar de ‘fluidez no vazio’, sem prejuízo de possíveis utilizações do termo noutras andanças, como a Física e a sua Mecânica de Fluidos, tão adequada ao tema.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Fluid @ Fluidez no vazio" src="https://lh5.googleusercontent.com/-YrpWQuL36_w/TyZkx1MXZGI/AAAAAAAAA50/QuIR9Ssw1j8/s512/Fluid.jpg" alt="Fluid @ Fluidez no vazio" width="512" height="288" /></p>
<h2>Fluidez no Vazio</h2>
<p>O viajante ocasional por estas paragens poderia concluir que os governantes do burgo conseguiram, graças a uma política de reajustamento da rede viária, ou graças a uma sensibilização e motivação para o uso dos transportes públicos, resolver o imbróglio que torturava milhares de utentes diários destas vias. No entanto, ao entrar nas cidades, rapidamente descobriria que algo não está bem. Em plena hora de ponta, o único movimento perceptível é o da corrente de ar gelada nas ruas Norte-Sul, e o de alguns transeuntes a pé, enfiados em sobretudos, para além dos gestores surfistas e das tias confortáveis que fazem a sua caminhada matinal nos passeios da Foz. Para além destes, um cantoneiro ocasional, um pescador, ou um grupo de canalha que vai aos pinchos alegres rua fora.</p>
<p>Aqui há dias via a reportagem televisiva acerca da acção do Presidente da Junta de Matosinhos, António Parada, que resolveu atender os cidadãos da freguesia num café de Brito Capelo, numa acção de descentralização dos serviços que pretende continuar. Nessa reportagem foram entrevistadas algumas pessoas, utentes, entre as quais Joaquim Ventura, que referiu que <em>«(...) tudo o que seja político devia vir para a rua, e não ficar fechado nos gabinetes das câmaras e juntas de freguesia... é na rua que as pessoas andam...»</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="bolha @ Fluidez no vazio" src="https://lh6.googleusercontent.com/-8HOukkaHZqQ/TyZzjucFgAI/AAAAAAAAA6M/pR77-vGc6_g/s495/bolha.jpg" alt="bolha @ Fluidez no vazio" width="495" height="285" /></p>
<p>Com efeito, os governantes da nossa praça, edis, ministros e demais gente importante, quando não estão enfiados nas suas bolhas anti-sépticas, passam rapidamente em qualquer artéria levados em carro artilhado de luzinhas azuis nervosas, em alta velocidade. Das ruas e das gentes nada vêem, e do ‘contacto com a população’ durante a campanha eleitoral já recordam apenas o desconforto que a custo conseguiram disfarçar.<br />
Se existe surpresa física, esta é uma delas: estes políticos e governantes conseguem fluir originando o vazio por entre a vida das cidades, ou por entre a falta dela, como é o caso, sem sentirem o mínimo, sem se aperceberem do pulsar das gentes, ou a falta deste.</p>
<p>O facto é que esta ‘fluidez no vazio’, como lhe chamo, trata-se tão somente de uma fluidez originada pela falta de tráfego, raridade a que estávamos habituados em tempo de férias e de pontes, mas que agora parece persistir. Trata-se de uma fluidez com cheiro de morte, nem almas apeadas se movem.<br />
Suponho que estes governantes venham a notar isto um destes dias, num qualquer relatório trimestral entregue com algumas semanas de atraso, notando aí que o fluxo de tráfego diminuiu consideravelmente, e que a utilização dos transportes públicos não reflecte aumento que contrabalance a queda na circulação automóvel.<br />
Antes fosse assim, que tudo estaria a correr pelo melhor. As pessoas teriam, finalmente, aderido ao sistema de transportes públicos, poupando dinheiro, paciência e ambiente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="fila iefp @ Fluidez no vazio" src="https://lh5.googleusercontent.com/-tUS9CeVoH5g/TyZ1U_LzduI/AAAAAAAAA6c/uJfBjqYHa9E/s455/fila_iefp.jpg" alt="fila iefp @ Fluidez no vazio" width="455" height="285" /></p>
<p>Mas embora se trate de mais um pseudo-diagnóstico meu, estou em crer que a balança se equilibra se dermos conta das portas fechadas e dos letreiros ‘trespassa-se’ ou ‘vende-se’, se dermos conta das filas cada vez maiores à porta dos centros de (des)emprego.<br />
Seria bom que os nossos governantes, como os gestores à moda antiga, preocupados não só com os resultados, mas também com as pessoas que, no fim de contas, lhes dão razão de ser gestores, iniciassem o seu dia dando ‘uma volta pela fábrica’, saindo à rua e tomando um café num qualquer quiosque da cidade, que sentissem o pulso cada vez mais fraco dos que os elegeram anonimamente, dos que neles confiaram. Que com eles falassem e descobrissem, sem preconceitos elitistas, o que lhes faz doer a alma. E que entrassem no gabinete dispostos a fazer alguma coisa acerca do assunto.</p>
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		<title>Que se foda o medo</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 16:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos José Teixeira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alternativa. medo]]></category>
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		<category><![CDATA[Rita Matos]]></category>

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		<description><![CDATA[The only way you know she's there Is the subtle flavor in the air.
Getting hard to breathe, getting hard to believe in anything at all but Fear.

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			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><blockquote><p>Walking the street with her naked feet, So full of rhythm but I can’t find the beat.<br />
Snapping her heels, clicking her toes, Everybody knows just where she goes.</p>
<p>Fear, Fear, she’s the mother of Violence, Making me tense to watch the way she breed.<br />
Fear, she’s the mother of Violence, You know self-defense is all you need.<br />
It’s getting hard to breathe, It’s getting so hard to believe, To believe in anything at all.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Que%2520se%2520foda%2520o%2520medo @ Que se foda o medo" src="https://lh6.googleusercontent.com/-oScAyZa5Bl8/TyVtrk2mGTI/AAAAAAAAA5c/toqAeysthqs/s450/Que%2520se%2520foda%2520o%2520medo.jpg" alt="Que%2520se%2520foda%2520o%2520medo @ Que se foda o medo" width="450" height="136" /></p>
<p>Mouth all dry, eyes bloodshot, Data stored on a microdot.<br />
Kicking the cloud with my moccasin shoes, TV dinner, TV news.</p>
<p>Fear, Fear, she’s the mother of Violence, Don’t make any sense to watch the way she breed.<br />
Fear, she’s the mother of Violence, Making me tense to watch the way she feed.<br />
The only way you know she’s there Is the subtle flavor in the air.<br />
Getting hard to breathe, Getting hard to believe in anything at all But Fear.</p></blockquote>
<h6><em>«Que se foda o medo»</em> — frase de Raquel Freire, no Facebook, acerca da <a  title="Público - RDP acaba com espaço de opinião que serviu de palco a críticas duras a Angola" href="http://www.publico.pt/Media/rdp-acaba-com-espaco-de-opiniao-que-serviu-de-palco-a-criticas-duras-a-angola_1530455" target="_blank">censura na RDP</a>. Escutar a <a  title="mp3 @ RTP" href="http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/at1/1747765_105930-1201241010.mp3" target="_blank">última crónica de Raquel Freire</a> no programa.<br />
Vídeo da Intro e letra — Peter Gabriel, <a  title="Peter Gabriel, 'Mother of Violence' @ Youtube" href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&#038;v=PaWECj4wtcM" target="_blank">Mother of Violence</a></h6>
<div class="shr-publisher-144"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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