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	<title>Comentários para semiose.net</title>
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	<description>a vida na óptica do utilizador</description>
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		<title>Comentário em Entre o punho erguido e a mão invisível por cjt</title>
		<link>http://semiose.net/2012/05/01/opiniao-publica/sociedade/entre-o-punho-erguido-e-a-mao-invisivel-1971.html/#comment-148</link>
		<dc:creator>cjt</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2012 18:54:12 +0000</pubDate>
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		<description>Ora bem. O meu &#039;juízo de valor&#039; parece ser acertado, dada a confirmação pelas suas palavras. A realidade é uma: uma grande fatia de empresas nacionais e estrangeiras presentes no país estão a léguas do que pode ser considerado responsabilidade social para com os seus colaboradores e restante ambiente que as envolve. A tal não será estranho o facto de, ao contrário do que afirma, os empresários não investirem na formação e nas condições óptimas de trabalho, e muito menos na adequação dos salários à actualidade. E repare bem: diz que &#039;os empresários investem&#039; - os empresários estão em vias de extinção. O que existe são assembleias de accionistas e corpos administrativos, mais gabinetes de gestão. A coisa torna-se, assim, uma espécie de barco que anda ao sabor dos accionistas que, regra geral, apenas querem o máximo de lucro possível no menor espaço de tempo. Para tal, dada a impessoalidade da coisa (uma vez que os accionistas nem sequer sabem quem trabalha para os seus bolsos, e as administrações sofrem um processo semelhante ao das eleições políticas colegiais), pouco importa a essas assembleias o que os trabalhadores ganham ou deixam de ganhar, ou as condições em que trabalham. E tudo isto com uma agravante: nos tempos presentes, accionistas, administradores e gestores podem afastar-se rapidamente do barco, deixando-o afundar-se com as vidas dos trabalhadores lá dentro, sem que daí venha alguma espécie de investigação e consequência.

Este é o paradoxo do capitalismo que me parece defender: cria lucros, mas não cria riqueza. Como tal, é um capitalismo em circuito fechado, que nem sequer se representa como motor económico. Então, o fatal paradoxo deste capitalismo à Vale do Ave (o el-Dorado dos 80/90 que sobreviveu unicamente graças aos salários miseráveis e ao desinvestimento quase total em tecnologia), dizia eu, o paradoxo fatal deste capitalismo é tratar-se de um capitalismo suicida. O grande problema reside no facto de que &#039;enquanto o pau vai e volta, folgam os bolsos dos capitalistas&#039;, adaptando o adágio, já que as costas dos que trabalham continuam a quebrar-se no estaleiro.

Quanto a partidos, organizações, sindicatos, etc., devo confessar que, na maioria das vezes, também não me sinto representado por eles. Reconheço-lhes a necessidade de existir enquanto representantes, na medida do possível, das escolhas do Povo. Não posso é estabelecer qualquer paralelo entre o desfile debaixo de uma bandeira, e o humilhante arrastar de sacos Pingo Doce fora. Mais do que falacioso, seria estúpido da minha parte.

Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora bem. O meu “juízo de valor” parece ser acertado, dada a confirmação pelas suas palavras. A realidade é uma: uma grande fatia de empresas nacionais e estrangeiras presentes no país estão a léguas do que pode ser considerado responsabilidade social para com os seus colaboradores e restante ambiente que as envolve. A tal não será estranho o facto de, ao contrário do que afirma, os empresários não investirem na formação e nas condições óptimas de trabalho, e muito menos na adequação dos salários à actualidade. E repare bem: diz que “os empresários investem” — os empresários estão em vias de extinção. O que existe são assembleias de accionistas e corpos administrativos, mais gabinetes de gestão. A coisa torna-se, assim, uma espécie de barco que anda ao sabor dos accionistas que, regra geral, apenas querem o máximo de lucro possível no menor espaço de tempo. Para tal, dada a impessoalidade da coisa (uma vez que os accionistas nem sequer sabem quem trabalha para os seus bolsos, e as administrações sofrem um processo semelhante ao das eleições políticas colegiais), pouco importa a essas assembleias o que os trabalhadores ganham ou deixam de ganhar, ou as condições em que trabalham. E tudo isto com uma agravante: nos tempos presentes, accionistas, administradores e gestores podem afastar-se rapidamente do barco, deixando-o afundar-se com as vidas dos trabalhadores lá dentro, sem que daí venha alguma espécie de investigação e consequência.</p>
<p>Este é o paradoxo do capitalismo que me parece defender: cria lucros, mas não cria riqueza. Como tal, é um capitalismo em circuito fechado, que nem sequer se representa como motor económico. Então, o fatal paradoxo deste capitalismo à Vale do Ave (o el-Dorado dos 80/90 que sobreviveu unicamente graças aos salários miseráveis e ao desinvestimento quase total em tecnologia), dizia eu, o paradoxo fatal deste capitalismo é tratar-se de um capitalismo suicida. O grande problema reside no facto de que “enquanto o pau vai e volta, folgam os bolsos dos capitalistas”, adaptando o adágio, já que as costas dos que trabalham continuam a quebrar-se no estaleiro.</p>
<p>Quanto a partidos, organizações, sindicatos, etc., devo confessar que, na maioria das vezes, também não me sinto representado por eles. Reconheço-lhes a necessidade de existir enquanto representantes, na medida do possível, das escolhas do Povo. Não posso é estabelecer qualquer paralelo entre o desfile debaixo de uma bandeira, e o humilhante arrastar de sacos Pingo Doce fora. Mais do que falacioso, seria estúpido da minha parte.</p>
<p>Abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A Face de Deus por cjt</title>
		<link>http://semiose.net/2012/04/17/breves/a-face-de-deus-1669.html/#comment-147</link>
		<dc:creator>cjt</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2012 18:35:32 +0000</pubDate>
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		<description>Uma aventura, é o que é!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma aventura, é o que é!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em A Face de Deus por atentos</title>
		<link>http://semiose.net/2012/04/17/breves/a-face-de-deus-1669.html/#comment-146</link>
		<dc:creator>atentos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2012 11:06:18 +0000</pubDate>
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		<description>http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/perigo-na-linha-de-sintra

um relato de dois jornalistas , mas vivemos ou não vivemos melhor ? animação não nos falta !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a  href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/perigo-na-linha-de-sintra" rel="nofollow">http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/perigo-na-linha-de-sintra</a></p>
<p>um relato de dois jornalistas , mas vivemos ou não vivemos melhor ? animação não nos falta !</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Entre o punho erguido e a mão invisível por Maria Joaquina</title>
		<link>http://semiose.net/2012/05/01/opiniao-publica/sociedade/entre-o-punho-erguido-e-a-mao-invisivel-1971.html/#comment-144</link>
		<dc:creator>Maria Joaquina</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 12:29:08 +0000</pubDate>
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		<description>Não gostei do seu comentário Sobre as soluções que existem não serem à minha medida. Só pelo meu comentário não pode fazer juízos de valor sobre qual é &quot;a minha medida&quot;. è um fato que não existe nenhum partido nem organização na qual me sinta representada. O empresário investe para ter lucros concerteza e para produzir riqueza. Não me parece que as grandes e bem organizadas empresas neguem a sua função social e tratem os seus trabalhadores como uma máquina como refere no texto.
As manif são jornadas de luta simbólicas e necessárias, não o nego, mas  participar nelas é estar a ser usada tal como se diz que , noutro sentido, o Pingo Doce usou os consumidores. Na manif estou a ser usada debaixo de uma bandeira cujos objetivos são outros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não gostei do seu comentário Sobre as soluções que existem não serem à minha medida. Só pelo meu comentário não pode fazer juízos de valor sobre qual é «a minha medida». è um fato que não existe nenhum partido nem organização na qual me sinta representada. O empresário investe para ter lucros concerteza e para produzir riqueza. Não me parece que as grandes e bem organizadas empresas neguem a sua função social e tratem os seus trabalhadores como uma máquina como refere no texto.<br />
As manif são jornadas de luta simbólicas e necessárias, não o nego, mas  participar nelas é estar a ser usada tal como se diz que , noutro sentido, o Pingo Doce usou os consumidores. Na manif estou a ser usada debaixo de uma bandeira cujos objetivos são outros.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Comentário em Entre o punho erguido e a mão invisível por cjt</title>
		<link>http://semiose.net/2012/05/01/opiniao-publica/sociedade/entre-o-punho-erguido-e-a-mao-invisivel-1971.html/#comment-140</link>
		<dc:creator>cjt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 22:30:26 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Maria Joaquina, grato pelo comentário.
Não creio que a comemoração do 1º de Maio interesse apenas aos militantes (sindicalizados?). Tão pouco partilho da sua opinião acerca dos &#039;slogans&#039; - sabemos que os slogans são arma de propaganda, mas o 1º de Maio, à semelhança do 25 de Abril, por exemplo, não são meras manifestações. São jornadas de luta.
Naturalmente que uns estarão mais interessados do que outros, tanto na luta, como na sua forma. Uns vão, outros não, dos que vão, muitos fazem play-back, outros nem por isso, anda gente a fazer desfile de luta, e gente há que anda a fazer desfile de moda. É isso que faz um encontro destes ser popular.

Se existe organização e alternativa clara e viável? Existe. Existem várias até, e que não se confinam ao espaço e políticas nacionais, e que se fazem representar não só por partidos e sindicatos, mas também por associações livres de cidadãos. Não são, no entanto, soluções à sua medida.

Não o são à sua medida porque estas soluções que aponto encontram no capital, como lhe chama, uma aberração que, em vez de enriquecer a sociedade, apenas enriquece os bolsos dos accionistas. Não compreendem a sua função social face aos seus trabalhadores e sociedade envolvente.
Por outro lado, as empresas tendem a considerar as pessoas que nelas trabalham como mera mão-de-obra. &lt;em&gt;&#039;Assets&#039;&lt;/em&gt;, como se diz na gíria, que sofrem o mesmo tipo de tratamento de qualquer máquina ou ferramenta. Negam, dessa forma, a existência histórica aos seus trabalhadores, deixando-os na base da pirâmide que ilustra este post, cumprindo assim uma dupla função: a de lucrar a qualquer custo, e a de impedir que os trabalhadores possam almejar algo mais, já que se devem preocupar apenas com a sua sobrevivência, e nada mais.
Sim, a função do capitalista é a de criar lucros, mas devia ser a de criar riqueza e de a distribuir justamente.

Por fim, os &#039;saldos&#039;. Aparte o meu sentimento de alguma &#039;imoralidade&#039;, sem dúvida parcial, não me choca nada que as pessoas tenham acorrido em massa às compras. O que me choca, e que tento explicar no post, são os motivos porque tal tenha acontecido. Choca-me e muito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Maria Joaquina, grato pelo comentário.<br />
Não creio que a comemoração do 1º de Maio interesse apenas aos militantes (sindicalizados?). Tão pouco partilho da sua opinião acerca dos “slogans” — sabemos que os slogans são arma de propaganda, mas o 1º de Maio, à semelhança do 25 de Abril, por exemplo, não são meras manifestações. São jornadas de luta.<br />
Naturalmente que uns estarão mais interessados do que outros, tanto na luta, como na sua forma. Uns vão, outros não, dos que vão, muitos fazem play-back, outros nem por isso, anda gente a fazer desfile de luta, e gente há que anda a fazer desfile de moda. É isso que faz um encontro destes ser popular.</p>
<p>Se existe organização e alternativa clara e viável? Existe. Existem várias até, e que não se confinam ao espaço e políticas nacionais, e que se fazem representar não só por partidos e sindicatos, mas também por associações livres de cidadãos. Não são, no entanto, soluções à sua medida.</p>
<p>Não o são à sua medida porque estas soluções que aponto encontram no capital, como lhe chama, uma aberração que, em vez de enriquecer a sociedade, apenas enriquece os bolsos dos accionistas. Não compreendem a sua função social face aos seus trabalhadores e sociedade envolvente.<br />
Por outro lado, as empresas tendem a considerar as pessoas que nelas trabalham como mera mão-de-obra. <em>“Assets”</em>, como se diz na gíria, que sofrem o mesmo tipo de tratamento de qualquer máquina ou ferramenta. Negam, dessa forma, a existência histórica aos seus trabalhadores, deixando-os na base da pirâmide que ilustra este post, cumprindo assim uma dupla função: a de lucrar a qualquer custo, e a de impedir que os trabalhadores possam almejar algo mais, já que se devem preocupar apenas com a sua sobrevivência, e nada mais.<br />
Sim, a função do capitalista é a de criar lucros, mas devia ser a de criar riqueza e de a distribuir justamente.</p>
<p>Por fim, os “saldos”. Aparte o meu sentimento de alguma “imoralidade”, sem dúvida parcial, não me choca nada que as pessoas tenham acorrido em massa às compras. O que me choca, e que tento explicar no post, são os motivos porque tal tenha acontecido. Choca-me e muito.</p>
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