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a vida na óptica do utilizador

“Título estranho, este”, pensa o leitor. Mas não será tão estranho assim aos que entenderem um pouco das regras de SEO, as que se usam para “vender” na internet.
Sabendo que a informação é um negócio, será de esperar que de tudo um pouco seja feito para rentabilizar um artigo. Neste caso, o malogrado Robin Williams vende e há-de continuar a vender. O suicídio do actor não passa, neste universo, de uma óptima oportunidade de “Lead Conversion”. Entre outros tantos que desconhecemos, essa é a opinião de Christina Everett, editora do New York Daily News, que aconselha à utilização destas buzzwords para a continuidade da notícia na primeira página do Google.

– They’re looking at me because they’re not used to having a girl in their restaurant in a three dollar dress.
– Listen, doll. That’s ’cause they’re all about where people come from. The only thing that’s important is where someone’s going.
– Where are you going?
– Anywhere I want.

Tudo o que podemos oferecer ao mundo é aquilo que queremos vir a fazer. O que está feito, feito está.
Se há coisa estranha na vida é a quase obrigação de trazermos o passado convenientemente lavrado de forma a tornar-se acessível sempre que alguém por ele nos pergunte.
Já não basta mostrá-lo nos sulcos da pele ou nos calos das mãos, ou na sua ausência, de uns e dos outros. Temos de prová-lo convenientemente, sem falhas e com referências.

Se alguém nos pergunta “E para onde queres ir daqui?”, a pergunta surge como uma espécie de prémio pela sujeição ao interrogatório minucioso acerca de onde vimos, como se isso interessasse a alguém. É nas entrevistas para os empregos, é na vida social mais básica, é mesmo em família, por vezes. Somos de onde vimos e não interessa para onde queremos ir.
E a verdade seja dita: se respondemos “Vou para onde queira ir”, as coisas hão-de correr tortas.

O individualismo e a liberdade são coisas teóricas para discussão em tertúlia. Quem os pratique só pode ser um rico excêntrico ou um vilão como o Dillinger. Não há meio termo.
Os medíocres contentam-se em lamber as cicatrizes dos outros enquanto apontam uma estrada segura.

Lenin, Cristo e Mickey Mouse + high-res version

O Charlie é o meu cão, um bullmastiff de 13 meses e meio. A entrada no seu segundo ano de vida continua a ser uma descoberta constante. Grande parte das coisas que sente, sente-as pela primeira vez e de forma entusiasmada. Os que conhecem os bullmastiff sabem o que quero dizer quando uso a expressão “entusiasmo”. O entusiasmo, no Charlie, é avassalador. Como uma criança numa loja de doces, quer tudo ao mesmo tempo, e tenta obtê-lo. E não há meio que não justifique o fim.
Acontece que o cachorro descobriu as borboletas. Vê-lo a saltar atrás delas era um prazer. Sim, disse “era”. O Charlie deixou de saltar atrás das borboletas, embora não tenha perdido o interesse por elas ou, pelo menos, pela sua sombra. Curiosamente o rapaz descobriu que lhe dá tanto gozo correr atrás da sua sombra como atrás delas próprias, não deixando de saltar vigorosa e alegremente a cada finta que as sombras lhe fazem. (mais…)

Bill’s fifty-two years old, has a mountain man beard, and delivers pizza on a fixie in Brooklyn. Over the course of several shifts, DELIVERY unveils an intriguing man rushing food to your door while it’s still hot and fresh.

Concept by Joshua Simpson

Director of Photography: Michael Beach Nichols
Edited by: Christopher K. Walker & Chih Hsuan Liang
Additional Camera by: Joe Duva, Luke Lobato, Joshua Simpson & Christopher K. Walker
Drone Operator: Ryan Gury
Music (in order of appearance): Stoney Street – Amon Tobin, The New York Editor – Amon Tobin, Sketch For Summer – The Durutti Column, Where The Sun Beats – Blue Sky Black Death

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