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RePress: plugin WordPress anti-​censura

Trata-​se de um plugin anti-​bloqueio de websi­tes que opera de uma forma muito simples: se um website é bloque­ado, o seu blog em Word­Press, trans­for­mado em proxy, oferece-​lhe o cami­nho alter­na­tivo, mantendo esse website no ar.

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O RePress está dispo­ní­vel em versão Alfa e não se acon­se­lha a sua utili­za­ção em sites com infor­ma­ção crítica, pelo menos sem um backup em condições.

É também por estas e por outras que não consigo deixar de ser um utili­za­dor Word­Press, não esque­cendo que, para além de SOPA’s, PIPA’s e ACTA’a, exis­tem MAPI­NET’s.

28. Janeiro 2012 by Carlos José Teixeira
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A inter­net é peri­gosa para o igno­rante porque não filtra nada para ele.
A longo prazo, o resul­tado peda­gó­gico será dramá­tico. Vere­mos multi­dões de igno­ran­tes usando a inter­net para as mais vari­a­das boba­gens: jogos, bate-​papos e busca de notí­cias irre­le­van­tes.
Seria preciso criar uma teoria da filtra­gem. Uma disci­plina prática, base­ada na expe­ri­men­ta­ção coti­di­ana com a inter­net. — Umberto Eco

Citação

Umberto Eco: Conhecer é filtrar

ÉPOCA - O senhor tem sido um dos mais ferre­nhos defen­so­res do livro em papel. Sua tese é de que o livro não vai acabar. Mesmo assim, esta­mos assis­tindo à popu­la­ri­za­ção dos leito­res digi­tais e tablets. O livro em papel ainda tem sentido?
Eco — Sou cole­ci­o­na­dor de livros. Defendi a sobre­vi­vên­cia do livro ao lado de Jean-​Claude Carrière no volume Não contem com o fim do livro. Fize­mos isso por moti­vos esté­ti­cos e gnose­o­ló­gi­cos (rela­tivo ao conhe­ci­mento). O livro ainda é o meio ideal para apren­der. Não precisa de eletri­ci­dade, e você pode riscar à vontade. Achá­va­mos impos­sí­vel ler textos no moni­tor do compu­ta­dor. Mas isso faz dois anos. Em minha viagem pelos Esta­dos Unidos, preci­sava carre­gar 20 livros comigo, e meu braço não me ajudava. Por isso, resolvi comprar um iPad. Foi útil na ques­tão do trans­porte dos volu­mes. Come­cei a ler no apare­lho e não achei tão mau. Aliás, achei ótimo. E passei a ler no iPad, você acre­dita? Pois é. Mesmo assim, acho que os tablets e e-​books servem como auxi­li­a­res de leitura. São mais para entre­te­ni­mento que para estudo. Gosto de riscar, anotar e inter­fe­rir nas pági­nas de um livro. Isso ainda não é possí­vel fazer num tablet.

Network, de Michael Rigley no Vimeo

ÉPOCA — Apesar dessas melho­rias, o senhor ainda vê a inter­net como um perigo para o saber?
Eco — A inter­net não sele­ci­ona a infor­ma­ção. Há de tudo por lá. A Wiki­pé­dia presta um desser­viço ao inter­nauta. Outro dia publi­ca­ram fofo­cas a meu respeito, e tive de inter­vir e corri­gir os erros e absur­dos. A inter­net ainda é um mundo selva­gem e peri­goso. Tudo surge lá sem hierar­quia. A imensa quan­ti­dade de coisas que circula é pior que a falta de infor­ma­ção. O excesso de infor­ma­ção provoca a amné­sia. Infor­ma­ção demais faz mal. Quando não lembra­mos o que apren­de­mos, fica­mos pare­ci­dos com animais. Conhe­cer é cortar, é sele­ci­o­nar. Vamos tomar como exem­plo o dita­dor e líder romano Júlio César e como os histo­ri­a­do­res anti­gos trata­ram dele. Todos dizem que foi impor­tante porque alte­rou a histó­ria. Os cronis­tas roma­nos só citam sua mulher, Calpúr­nia, porque esteve ao lado de César. Nada se sabe sobre a viuvez de Calpúr­nia. Se costu­rou, dedicou-​se à educa­ção ou seja lá o que for. Hoje, na inter­net, Júlio César e Calpúr­nia têm a mesma impor­tân­cia. Ora, isso não é conhecimento.

ÉPOCA — Mas o conhe­ci­mento está se tornando cada vez mais aces­sí­vel via compu­ta­do­res e inter­net. O senhor não acha que o acesso a bancos de dados de univer­si­da­des e insti­tui­ções confiá­veis estão alte­rando nossa noção de cultura?
Eco — Sim, é verdade. Se você sabe quais os sites e bancos de dados são confiá­veis, você tem acesso ao conhe­ci­mento. Mas veja bem: você e eu somos ricos de conhe­ci­mento. Pode­mos apro­vei­tar melhor a inter­net do que aquele pobre senhor que está comprando salame na feira aí em frente. Nesse sentido, a tele­vi­são era útil para o igno­rante, porque sele­ci­o­nava a infor­ma­ção de que ele pode­ria preci­sar, ainda que infor­ma­ção idiota. A inter­net é peri­gosa para o igno­rante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhe­ci­mento. A longo prazo, o resul­tado peda­gó­gico será dramá­tico. Vere­mos multi­dões de igno­ran­tes usando a inter­net para as mais vari­a­das boba­gens: jogos, bate-​papos e busca de notí­cias irrelevantes.

ÉPOCA — Há uma solu­ção para o problema do excesso de infor­ma­ção?
Eco — Seria preciso criar uma teoria da filtra­gem. Uma disci­plina prática, base­ada na expe­ri­men­ta­ção coti­di­ana com a inter­net. Fica aí uma suges­tão para as univer­si­da­des: elabo­rar uma teoria e uma ferra­menta de filtra­gem que funci­o­nem para o bem do conhe­ci­mento. Conhe­cer é filtrar.

Excerto de entre­vista à Revista Época [pt_​BR]

28. Janeiro 2012 by Carlos José Teixeira
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Pode, por favor, explicar-​me de que forma é que o Adolfo é «grave­mente preju­di­cado» por eu não pagar uma taxa extra cada vez que compro tecno­lo­gia? Pode, por favor, explicar-​me de que forma é que o preju­di­quei quando usufrui o seu album «Latrina», gravando-​o para cassette para o ouvir e ouvir e ouvir, e espa­lhei aos quatro ventos «vocês têm de comprar este album!»? — Marcos Marado

Audio

E assim passa o tempo e com ele a nova gente

é preciso é estilo! não cansa­mos de dizer num verniz de desdém que nos dá muito prazer.
assu­mindo o debo­che cada vez mais desca­rado, insur­rec­tos em graça adorando o acto ousado,
somos fãs da desbunda do deleite perma­nente e assim passa o tempo e com ele nova gente.

Adolfo Luxú­ria Cani­bal, Mão Morta, Estilo
Imagem: Billy-​News

26. Janeiro 2012 by Carlos José Teixeira
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Esta fileira de artis­tas, este pelo­tão da justiça contri­bu­tiva, apoia uma lei que vai além do ‘Mino­rity Report’: esta é uma lei que, a aplicar-​se, não só pune o crime antes dele acon­te­cer, como julga todos os compra­do­res de qual­quer um dos supor­tes de arma­ze­na­gem, grava­ção ou repro­du­ção, por igual. Como diria Sérgio Godi­nho em ‘O Fugi­tivo’, «inocen­tes são os culpa­dos de outros crimes».

Nota

Eles são mais de cem

Informa-​nos a SPA da exis­tên­cia de mais de uma centena de artis­tas pedin­tes de uma revi­são urgente da Lei da Cópia Privada, num abaixo-​assinado cres­cente.
Estive a ler os nomes que se alinham e devo confes­sar que, de todos eles, recordo apenas uma meia dúzia. Passe a minha óbvia igno­rân­cia artís­tica, já que não reco­nheço a larga maio­ria do plan­tel, ‘recordo’ é a pala­vra adequada para o reco­nhe­ci­mento que faço dessa meia dúzia e, ao recor­dar, recordo também que são pessoas que não me pare­cem estar mal na vida e não se terem dado mal com o uso desen­fre­ado de cópias das suas cria­ções.
Supo­nho que isso seja sinto­má­tico de, no mínimo, serem os signa­tá­rios pessoas que ainda não apren­de­ram a convi­ver num ambi­ente aberto, em que a quali­dade de um traba­lho signi­fica a sua cópia e redis­tri­bui­ção (e que essa cópia e redis­tri­bui­ção, para­do­xal­mente ou nem tanto, origi­nam apre­sen­ta­ções, vendas, expo­si­ções, espectáculos).

Everything is a Remix Part 1 de Kirby Fergu­son no Vimeo:

Mas o mais pertur­bante da coisa é o facto de esta fileira de artis­tas, este pelo­tão da justiça contri­bu­tiva, apoiar uma lei que vai além do ‘Mino­rity Report’: esta é uma lei que, a aplicar-​se, não só pune o crime antes dele acon­te­cer, como julga todos os compra­do­res de qual­quer um dos supor­tes de arma­ze­na­gem, grava­ção ou repro­du­ção, por igual. Como diria Sérgio Godi­nho em ‘O Fugi­tivo’, «inocen­tes são os culpa­dos de outros crimes».
Não se julgue que eu penso que, só porque alguém é artista, seja auto­ma­ti­ca­mente uma pessoa culta e demo­crata. Antes pelo contrá­rio, e nem sequer penso que tenham gran­des respon­sa­bi­li­da­des nesses assun­tos. Vistas bem as coisas, estes cem — a cres­cer — pare­cem contentar-​se com uma espé­cie de orde­na­do­zito suple­men­tar à custa de qual­quer um que compre uma impres­sora ou um CD-​R, já que a sua arte e cultura não rende assim tanto. A demo­cra­cia, essa, nunca rendeu.

26. Janeiro 2012 by Carlos José Teixeira
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... a experimentar...

Vídeo

Hello world!

A expe­ri­men­tar, a arran­jar as coisas, uma vez mais, agora isto do feed rss que tinha desa­pa­re­cido, depois aquilo dos iPads e dos iPods, mais os Androids e o diabo que os carre­gue, e mais uns Javas­cripts quais­quer que não deviam andar por aqui... e vá lá que, no meio das expe­ri­ên­cias, fiquei a conhe­cer um vídeo de uma menina que não conhe­cia (e da qual fiquei a conhe­cer apenas isto), a Lana del Rey a cantar ‘Video Games’, que se publica abaixo.

He holds me in his big arms, Drunk and I am seeing stars, This is all I think of.
Watching all our friends fall In and out of Old Paul’s, This is my idea of fun
Playing video games

Tell me all the things you want to do, I heard that you like the bad girls...
Honey, is that true?

Entre­tanto, o blog vai conti­nu­ando, sem a sua histó­ria, é certo... Valha-​nos a possi­bi­li­dade de lhe inven­tar outra e ir apanhando o que ficou lá para trás.
Mas não é essa a ideia. Também não sei bem qual é, mas amanhã também será bom dia para pensar no assunto. Neste momento, o que inte­ressa é expe­ri­men­tar isto, a ver se tudo funci­ona bem.

Até já.

25. Janeiro 2012 by Carlos José Teixeira
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RECORRÊNCIAS

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